A reforma do Castelo
O estilo decorativo do
maneirismo italiano deu origem, na França, à escola de Fontainebleau, cuja influência
perdurou até o fim do Século 16.
A expressão escola de
Fontainebleau refere-se a um vasto número de artistas, franceses e de outros países, que
trabalharam na corte de Francisco 1º, na cidade francesa de Fontainebleau, perto de
Paris, durante a segunda metade do Século 16.
Francisco 1º decidira
fazer reformas em seu castelo medieval, utilizado como albergue de caça, e para isso,
desde os primeiros anos da década de 1530, contratou os mais destacados pintores
italianos.
Criou-se assim uma escola
de pintura, que ficou conhecida na história da arte como escola de Fontainebleau.
Primeira fase
A primeira fase, plenamente
italiana, contou com os pintores Rosso Fiorentino e Francesco Primaticcio, aos quais se
uniu, mais tarde, Niccolò dell'Abbate. Junto a eles trabalharam jovens pintores
franceses, que absorveram o estilo então dominante na Itália.
Difundiu-se na época o
emprego de decorações mistas de pintura e estuque, segundo os modelos criados na Itália
por Rafael e Giulio Romano. Os quadros alternavam-se com estuques de relevos diversos,
compostos com muita fantasia e variedade de formas - guirlandas, entrelaçados, esfinges e
nus - que lembravam a escultura de Michelangelo.
Dentre as decorações
palacianas que se conseguiu conservar destacam-se a galeria de Francisco 1º, de Giovanni
Battista di Jacopo Rosso (ou Rosso Fiorentino), o gabinete do rei e a câmara da duquesa
de Etampes, de Francesco Primaticcio.
A proliferação de
gravuras permitiu que essas decorações fossem conhecidas por toda a França.
Muitos entalhadores
formaram-se em Fontainebleau, como os escultores Jean Goujon e Germain Pilon. A escola foi
enriquecida também pelos trabalhos do escultor florentino Benvenuto Cellini, que executou
para o rei o célebre saleiro de Francisco 1º e a "Ninfa de Fontainebleau".
Segunda fase
A segunda escola de
Fontainebleau, que floresceu no reinado de Henrique 4º, deu novo impulso à pintura
decorativa, após o interregno imposto pelas guerras religiosas.
Essa fase foi menos
original, e de orientação mais flamenga, devido à influência de Ambroise Dubois. Seus
principais representantes, Toussaint Dubreuil e Martin Fréminet, desenvolveram um estilo
inspirado na obra dos predecessores.
Fonte: Encyclopaedia Britannica do
Brasil.
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