Okumura Masanobu
1686-1764

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     O primeiro fato concreto assinalando a existência de Okumura Masanobu é um album de 1701, no qual ele faz a releitura de uma série de gravuras criadas por Torii Kiyonobu (1664-1729) no ano anterior.

    Durante os vinte anos seguintes, Masanobu produziu um sem número de álbuns e de gravuras soltas para editores em Edo (a futura cidade de Tóquio).

     Na década de 1720, tomou uma medida inesperada e singular, qual seja, montou sua própria editora, o que lhe permitiu controlar pessoalmente o desenvolvimento e propagação da própria arte, ao mesmo tempo que aumentava sua renda, que já não precisava ser compartilhada com os editores.

     A ação de Masanobu como editor trouxe uma revolução no trabalho de xilografia, pois, pela primeira vez, matrizes múltiplas de madeira permitiram a impressão de gravuras a cores, dispensando o trabalho dos coloristas e dando mais unidade às cores produzidas, o que não era possível com a operação manual.

     Massanabu tornou-se então o carro-chefe da vanguarda criativa dentro do Japão, inovando tanto na criação dos motivos como no desenvolvimento desses temas. Não obstante, ao que parece, teve poucos discípulos, entre eles, Okumura Toshinobu (1717-1750), que era seu filho adotivo.

     Estudiosos, através dos tempos, sempre acreditaram que Massanabu era um autodidata, porém, alguns de seus primeiros trabalhos já apresentavam tamanha habilidade que, mais provavelmente, ele, desde o começo, vinha recebendo algum tipo de instrução formal.

     Muito embora a maior parte de seu trabalho tenha sido apresentado no formato de álbum, é certo que muitos de seus desenhos também vieram a público em imagens soltas, no formato kakemono (rolos pendurados).

     Uma dessas pinturas, que pode ter sido feita em cópia única, traz como motivo uma cortesã, vestindo um elegante quimono, decorado com versos poéticos, escritos com bela caligrafia.

     O conjunto se harmoniza e se completa. A energia frenética da caligrafia realça as linhas dinâmicas do quimono, criando uma tensão insinuante entre a figura da mulher e o texto. Trata-se de uma composição perfeita entre os dois elementos, mostrando o controle do artista sobre o trabalho que estava desenvolvendo.

FONTE: Allen Memorial Ar Museu @

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GRAVURAS
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