A Pintura Metafísica foi um estilo criado em 1913 por Giorgio de Chirico e que acabou
popularizando-se na Itália e sendo adotada por outros artistas, em especial Carlo Carrà
e Giorgio Morandi (1890 - 1964). Carrà foi introduzido à Pintura Metafísica num
hospital militar que esteve junto com Chirico em 1917 e os dois juntos acabaram por fundar
um movimento.
Apesar do estilo não ter sobrevivido à
Primeira Guerra Mundial, vemos suas influências no Movimento Surrealista que iria se
desenvolver.
Uma prova dessa influência da Pintura
Metafísica no Surrealismo foi o
fato do nome desse segundo movimento ter sido dado pelo poeta francês Apollinaire,
inspirado, entre outros trabalhos, (como o de Marc Chagall), no de Chirico.
Caracteriza-se principalmente por imagens
misteriosas, ilógicas e sugestões de alucinações, normalmente realizadas através de
um uso típico da luz e da perspectiva.
Ícones - como estátuas substituindo homens -
e justaposição de figuras também eram bastante presentes na Pintura Metafísica.
Diferentemente de algumas tendências
vanguardistas do século XX, dava extremo valor às influências da arte do passado,
principalmente o período do Renascimento Italiano.
O periódico italiano "Valori
Plastici" do fim da primeira, início da segunda década do século, foi um dos
primeiros a se interessar pela pintura metafísica e procurar definir seus confusos
padrões estéticos.