Op
Art é a forma abreviada de Optical Art, expressão
inglesa que designa um movimento ou tendência iniciada na Europa e logo propagada aos
Estados Unidos em começos da década de 1960.
A Op Art opõe-se à harmonia
estática da arte contemporânea tradicional, visando inversamente atingir um certo
dinamismo que depende, muitas vezes, de estímulos visuais.
Ligando-se remotamente ao Futurismo e mesmo
às pesquisas cromáticas dos impressionistas, desenvolvidas a partir das teorias de
Michel-Eugène Chevreul, a Op Art resvalou amiúde para a mera manipulação de
fórmulas e receitas.
Seus críticos mais acerbos sustentam, por
outro lado, não ser senão arte gráfica, porquanto a maior parte das obras produzidas
dentro dos princípios da tendência podem prescindir da cor, funcionando perfeitamente em
preto e branco.
A figura exponencial da Op Art foi
Victor Vasarely, de origem húngara, radicado na França, podendo-se dizer que, a rigor,
com ele surge e desaparece a tendência.
No Brasil, muito embora inexistam representantes típicos da Op
Art, produziram obras que dependem em grande parte de efeitos óticos artistas como Ubi Bava e
Israel Pedrosa, Almir Mavignier e Maurício Nogueira Lima, entre outros.