Preciosismo foi um movimento pictórico tipicamente americano
especialmente desenvolvido a partir de 1920 - embora seus primeiros indícios sejam
datados de cinco anos antes. Apesar de não se constituírem exatamente em um grupo
propriamente dito, os preciosistas costumavam realizar suas exposições em conjunto.
A temática urbana e industrial era o forte
preciosista. A tecnologia americana era extremamente prestigiada, sem grandes críticas
sociais. Não havia presença humana nas obras, que eram realizadas a partir de objetos da
vida moderna pintados de maneira agradável e regular, com uma grande precisão e
técnica, resultando em formas precisas e definidas. Por esse motivo, eram considerados
próximos aos cubistas e às vezes chamados de Cubistas Realistas ou Esterilistas.
A luz tem importância fundamental para esse
movimento. Deve ser brilhante e clara e há uma escolha geométrica de formas. No
preciosismo já podem ser notadas características posteriormente desenvolvidas na Pop
Art. Além disso, foi bastante influente no Realismo Fantástico (ou Mágico) Americano.
Seus principais expoentes foram Giorgia
O Keeffe (1887 - 1986) e Charles Demuth (1883 - 1935), ambos artistas pioneiros do
modernismo americano. Dermuth, por ter passado vários anos em Paris e por seu contato com
artistas como Duchamp, é considerado inclusive como um dos principais responsáveis pela
introdução do modernismo no país. Mas talvez o mais famoso preciosista tenha sido
Charles R. Sheeler (1883 - 1965).
Sheeler, também influenciado pelo modernismo
em suas visitas pela Europa, ganhava a vida como fotógrafo. Da fotografia e do Cubismo
aprendeu as formas precisas e bem acabadas de suas pinturas. Pretendia reduzir as formas
naturais a um alto grau de abstração, retendo apenas aquelas que julgava fundamentais
para o desenho.