A arte andaluza
Um naturalismo sóbrio,
inspirado no tenebrismo de Caravaggio, e o cuidado com a composição, em que a figura
humana sempre esteve em realce, são peculiares à escola de Sevilha, que constituiu em
seu conjunto uma das expressões mais originais da mescla de realismo e misticismo tão
típica do barroco espanhol.
Dá-se o nome de escola de
Sevilha à pintura espanhola criada nessa cidade da Andaluzia, durante o Século 18, por
pintores barrocos.
Primeira fase
A primeira das três fases
da escola iniciou-se com Francisco Pacheco. Seu vigoroso tratamento do claro-escuro, que
influenciaria as obras imaturas de Diego Velázquez, contrastam com as composições de
Juan de las Roelas, sobrecarregadas de figuras e claramente marcadas, por sua luminosidade
e riqueza cromática, pelo naturalismo da escola de Veneza.
Já Francisco Herrera o
Velho introduziu em seus quadros, de colorido terroso e fatura empastada, um realismo
agressivo, que se caracteriza sobretudo pelas pinceladas ligeiras.
Segunda fase
O pintor mais destacado da
segunda fase da escola de Sevilha é Francisco de Zurbarán, em cujas obras o claro-escuro
e o tenebrismo se conjugam à perfeição. Além de abordar os temas religiosos de praxe,
Zurbarán se distinguiu pela beleza realista de suas naturezas-mortas, nas quais recriou
em forma e volume a simplicidade dos objetos.
Entre seus contemporâneos
há dois mestres indiscutíveis do barroco espanhol: Diego Velázquez e Alonso Cano.
Velázquez, preocupado com
a luz e o movimento, logo abandonou o tenebrismo de seu período sevilhano para lançar-se
à perspectiva meticulosa de suas obras maduras, como o célebre "As meninas".
Cano, mais conhecido como
arquiteto e escultor, aproximou-se em suas telas, de colorido mais claro que o de
Zurbarán e Velázquez, de um ideal quase renascentista de beleza.
Terceira fase
A terceira e última fase
da escola de Sevilha produziu duas personalidades interessantes: Bartolomé Esteban
Murillo e Juan de Valdés Leal.
Murillo, influenciado por
Rubens, Van Dyck e Zurbarán, deu forma a um novo tipo de religiosidade ao colocar figuras
do povo, dotando-as de graça e sentimento, em suas composições de temas religiosos.
Já Valdés Leal exaltou em
suas obras os movimentos passionais do barroco. Nelas aparecem, pela primeira vez, temas
como a morte e a fugacidade das glórias mundanas
Fonte: Encyclopaedia Britannica do
Brasil
IMAGENS
voltar
ao índice
.