O simbolismo foi uma característica da pintura européia nas últimas
décadas do Século 19 (em especial entre 1880 e 1890), bastante presente, apesar de não
ter sido realmente organizado como um movimento.
Possui estreita ligação
com o movimento poético simbolista. Rejeitava as formas naturalistas e realistas e
principalmente o conceito, bastante comum na época, de que a arte só poderia ser realizada através de imagens não abstratas que
representassem com fidelidade o mundo real.
O poeta Jean Moréas
(1856-1910) foi um dos primeiros a rejeitar tais idéias artísticas em seu Manifesto
Simbolista publicado em 1886, defendendo a aproximação da idéia numa forma sensível.
MORÉAS (Ioannes PAPADIAMANTOPOULOS, dito
Jean), poeta francês (Atenas, 1856 - Paris, 1910). A princípio simbolista (Cantilenas,
1886), fundou a escola romana e dedicou-se a uma arte clássica (Estâncias).
O simbolismo nas artes
plásticas, tal como na poesia, apresentava forte misticismo e referências ao oculto.
Procurava diminuir o hiato entre o mundo material e o espiritual. Os pintores deveriam
expressar, através de imagens, esses temas e essa visão de mundo, desenvolvidas pelos
poetas simbolistas em sua linguagem.
Para esse fim,
utilizavam-se principalmente de cores e linhas, entendidos como elementos extremamente
expressivos que por si só poderiam representar idéias. Confiavam mais na simples
sugestão de algo que na sua forma explícita.
A inspiração temática
simbolista costumava vir de poesias do movimento, além de uma certa fixação em assuntos
como a morte, a doença, o erotismo e até a perversidade.
Há inúmeros artistas de
estilos diferentes considerados simbolistas, por apresentarem traços do movimento em suas
obras.
Exemplos podem ser dados
por nomes como Moreau, com a riqueza de suas pinturas exóticas, Puvis de Chavannes e a
melancolia em seus quadros, Gauguin e suas imagens agradáveis. Até Munch é considerado,
sob certos aspectos, um artista simbolista.
Os simbolistas receberam
sérias críticas de vanguardistas modernistas, em especial de Cézanne, pela forte
presença do elemento decorativo de suas pinturas.