Convencionalmente, as naturezas-mortas eram solicitadas como complemento necessário na
decoração de salas de jantar da burguesia.
Os
objetos que, em geral, compõe suas telas são porcelanas estrangeiras, cristais finos,
frutas importadas e queijos europeus. Só excepcionalmente, em início de sua carreira,
peças ou frutas lembram o país rústico em que vivia.
Além da
evidente desordem de uma pincelada mais solta, a luz incide por igual, vinda do exterior,
sem qualquer dramaticidade sobre os arranjos compositivos, assim como os objetos
escolhidos visam destacar as qualidades e consistências diversas dos materiais.
Pedro
Alexandrino foi discípulo de Almeida Júnior, em São Paulo, depois de cursar a Academia
Imperial de Belas-Artes, no Rio de Janeiro. Em 1897, como pensionista do Estado de São
Paulo, viajou a Paris, lá permanecendo nove anos, estudando com Carmon, Vollon e
Chrétien.
De 1899 a
1907, participou dos salões de Paris. Em São Paulo, expôs no Liceu de Artes e Ofícios,
em 1905, 1910, 1912, e chegou a obter, em 1922, a grande medalha de ouro, no Salão
Nacional de Belas-Artes.
Foi
professor de Tarsila do Amaral, que com ele se iniciou no desenho, e de Aldo Bonadei,
entre outros.