Pedro Alexandrino Borges
1856-1942

 
 


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     Conhecido pintor de naturezas-mortas, sua obra assume, de certa forma, o caráter de retrato de uma sociedade.

     Convencionalmente, as naturezas-mortas eram solicitadas como complemento necessário na decoração de salas de jantar da burguesia.

     Os objetos que, em geral, compõe suas telas são porcelanas estrangeiras, cristais finos, frutas importadas e queijos europeus. Só excepcionalmente, em início de sua carreira, peças ou frutas lembram o país rústico em que vivia.

     Além da evidente desordem de uma pincelada mais solta, a luz incide por igual, vinda do exterior, sem qualquer dramaticidade sobre os arranjos compositivos, assim como os objetos escolhidos visam destacar as qualidades e consistências diversas dos materiais.

     Pedro Alexandrino foi discípulo de Almeida Júnior, em São Paulo, depois de cursar a Academia Imperial de Belas-Artes, no Rio de Janeiro. Em 1897, como pensionista do Estado de São Paulo, viajou a Paris, lá permanecendo nove anos, estudando com Carmon, Vollon e Chrétien.

     De 1899 a 1907, participou dos salões de Paris. Em São Paulo, expôs no Liceu de Artes e Ofícios, em 1905, 1910, 1912, e chegou a obter, em 1922, a grande medalha de ouro, no Salão Nacional de Belas-Artes.

     Foi professor de Tarsila do Amaral, que com ele se iniciou no desenho, e de Aldo Bonadei, entre outros.

Fonte: Museus Brasileiros, vol. 6,
Edição Funarte, Rio, 1982.
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