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Nascido em Belém (PA). Após ter tentado sucessivamente a
escultura e a cenografia, realizou em 1946 suas primeiras pinturas, dentro de um estilo a
que se poderia chamar de impressionismo tardio. Nesse mesmo ano ganhou menção honrosa no
Salão Paraense de Belas Artes. Radicando-se logo depois no Rio de Janeiro, tornou-se
aluno de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
instituição da qual viria a ser anos mais tarde professor.
Integrante
do Grupo Frente, tomou parte de suas manifestações no Rio de Janeiro, em Resende e Volta
Redonda, ligando-se em meados da década de 1950 ao Concretismo, de cujas mostras de 1956
em São Paulo e 1957 no Rio também participaria.
Em 1958
realiza em São Paulo, na Galeria de Arte das Folhas, uma individual em que apresenta
trabalhos de tipos a que denomina de núcleo-tensivo e ritmo-centrípeto-centrifugal,
nos quais se evidencia o aspecto ótico de suas pesquisas de então.
Mas tais obras
serão, também, o canto-de-cisne de sua pintura de conotação concretista, pois já no
ano seguinte Carvão abandona a estruturação geométrica que vinha até então
imprimindo a seus trabalhos e passa a construí-los diretamente com a cor. As pinturas
desse momento possuem títulos significativos: Vermelho-Vermelho, Amarelo-Amarelo,
Rosa-Amarelo-Amarelo e assim por diante, querendo o artista deixar bem claro
que doravante a cor, e somente ela, nortearia o seu trabalho pictórico.
Ligando-se ao
Neoconcretismo, Carvão expõe nas mostras de arte neoconcreta realizadas de 1959 a 1961
no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, além de ter estado representado em 1960 nas
Exposições de Arte Concreta de Munique e de Zurique.
Nesse mesmo ano de
1960 recebe, no Salão Nacional de Arte Moderna, o prêmio de viagem ao estrangeiro,
demorando-se dois anos em vários países da Europa, entre 1962 e 1963.
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Em 1966, na mostra Nova Objetividade
Brasileira (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), dois trabalhos de Carvão
foram incluídos como exemplos de pesquisas que iriam frutificar em tendências mais
recentes.
Dez anos mais tarde, o
artista passa a utilizar em seus trabalhos materiais insólitos, como barbantes e
chapinhas de garrafas ("superfícies farfalhantes"). Abandonando todo
dogmatismo, parte logo em seguida, durante uma permanência em Saquarema, para a retomada
da pintura figurativa, no caso marinhas, a que mais recentemente alterna, quando tem
vontade, a prática de uma pintura mais construída e despojada, evocativa de sua fase
concretista, embora externada com absoluta liberdade cromática.
Além das mostras coletivas já mencionadas, Carvão
esteve presente na I Exposição Nacional de Arte Abstrata (Petrópolis 1953), em várias
Bienais de São Paulo (a partir de 1953), na IV Bienal de Tóquio (1957) e na I Bienal
Interamericana do México (1958), tendo realizado também diversas individuais,
notadamente em 1961 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e em 1967 na Galeria
Guignard de Belo Horizonte. Importantes retrospectivas foram-lhe dedicadas entre 1996 e
1997 nos Mams do Rio de Janeiro e Salvador e no Museu de Arte de Curitiba.
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Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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