Jean-Baptiste Debret
(1768-1848)

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Debret, Jean-Baptiste (1768-1848), pintor francês que esteve no Brasil com a Missão Artística Francesa, nasceu em Paris, a 18 de abril de 1768 e faleceu na mesma cidade a 11 de junho de 1848.

Iniciou sua vida profissional em Paris, sob a influência de Jacques-Louis David. Integrando a Missão chefiada por Lebreton, ficou no Brasil entre 1816 e 1831, dedicando-se à pintura e ao magistério artístico.

Em suas telas retratou não apenas a paisagem, mas sobretudo a sociedade brasileira, não esquecendo de destacar a forte presença dos escravos. Foi iniciativa sua a realização da primeira exposição de arte no país, em 1829.

Fonte: Encarta-BR 2000.
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DEBRET
(Jean Baptiste), pintor e desenhista francês (Paris, 1768 – id., 1848), membro da missão de artistas franceses, solicitada por Dom João VI, que chegou ao Brasil em 1816. Foi nomeado professor de pintura histórica da Academia de Belas-Artes (1820). Regressando à França em 1831, publicou em Paris, de 1834 a 1839, Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, uma série de gravuras sobre aspectos, paisagens e costumes do Brasil, de valor fundamental para nossa história do começo do séc. XIX.

Fonte: Enciclopédia Koogan-Houaiss.
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(Texto extraído do livro de Laudelino Freire:
"Um Século de Pintura")

     Foi, dentre todos os artistas franceses aquele que melhores e mais assinalados serviços prestou ao ensino da pintura, não só pelo grau de operosidade de que era dotado, como ainda porque, tendo sabido vencer os obstáculos por que passara e calcar os dissabores que sofrera, lhe foi dado aqui permanecer mais tempo que qualquer outro e formar discípulos continuadores de sua obra.

     Contra a ação de Henrique Silva, soube opor muita energia e autoridade, nunca tendo desanimado nas lutas em proveito do ensino, de que se tornara verdadeiro apóstolo.

     Quando, como regente, subiu D. Pedro ao governo, Debret lhe pedira, no que foi atendido, lhe concedesse um dos ateliês do edifício da academia, construído desde 1816, para nele executar uma grande tela, que representasse a solenidade da coroação imperial.

     Devido à oposição de Henrique, só no segundo semestre de 1823 é que lhe foram entregues as chaves do ateliê. Aí reuniu o mestre os seus primeiros discípulos, em número de oito, e atrás já referidos, aos quais lecionou pintura sem o menor ônus para o Estado.

     No ano seguinte, o imperador e seus ministros lhe visitaram o ateliê, de onde sairam bem impressionados com o desenvolvimento dos alunos. Tão grande foi essa impressão, afirmam os historiadores, que D. Pedro resolvera, desde então, instalar a Academia, o que só pôde realizar em 1826.

     Comemorando a inauguração dos cursos, realizou Debret a primeira exposição dos trabalhos dos seus discípulos, na qual figuraram os seguintes gêneros: paisagens, marinhas, animais, flores e frutos. Foi grande o sucesso da exposição, tendo sido o seu organizador e principal autor condecorado com o oficialato da Ordem de Cristo.

     Em conseqüência ainda da boa impressão de ela causou, o ministro S. Leopoldo, embora contrariando disposições do próprio regulamento, dispensou o aluno Araújo Porto-alegre da exigência de curso preparatório de desenho, tornando extensiva a vários alunos essa concessão. Desde então, o ensino de pintura se desenvolveu notavelmente, como se pôde verificar nas exposições realizadas em 1829 e 1830.

     Natural de Paris, nasceu Debret a 18 de abril de 1768 e faleceu a 28 de julho de 1848. Estudou na Academia de Belas Artes, tendo sido discípulo de Luís Davi, passando depois para a Escola de Pontes e Calçadas, de onde se transferiu para a Escola Politécnica, tudo na sua cidade natal.

     Estreou no Salão de 1798 com o quadro de figuras em tamanho natural - O General messênio Atistômeno liberto por uma moça -, conseguindo um primeiro segundo prêmio. Esse sucesso deu-lhe nomeada, passando a ser incumbido de trabalhos de ornamentação em edifícios públicos e particulares.

     Apenas chegado ao Brasil, começou a trabalhar com afinco: fez o Retrato de D. João 6º, de tamanho natural e em trajes majestáticos, e os de diversas pessoas da família real, pintando em grande tela o Desembarque no Rio de Janeiro, a 12 de novembro de 1817, da arquiduquesa Leopoldina, princesa real. Além deste aqui, deixou muitos outros quadros.

     Foi nomeado lente de pintura histórica da Academia, cargo que desempenhou até o dia de seu regresso à França, que ocorreu a 5 de julho de 1831.

     "Em meados de 1831, sentindo-se cansado de tantas lutas, adoentado e enfraquecido, farto de pelejar... e cônscio de que prestara ao Brasil os mais relevantes serviços pelo apostolado artístico exercido no Rio de Janeiro durante quinze anos, regressou à pátria." ("A Missão Artística de 1916, A. Taunay).

     Em 1830, havia sido escolhido membro correspondente da Academia das Belas Artes do Instituto de França.

     Além de pintor notável, era dotado de um espírito altamente cultivado. Durante sua permanência entre nós, colheu material para uma obra sobre o Brasil, obra cuja publicação iniciou em 1834, dando a lume o primeiro volume, sob o título: Voyage pitoresque et historique au Brésil, ou Séjour d'un artiste français ao Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Cotidiano de um artista francês no Brasil). O segundo volume, publicou-o no ano seguinte e o terceiro, em 1839.

     Neste grande trabalho, trata o autor de vários assuntos, todos de interesse para o país, inclusive o estudo de belas artes, referente aos primeiros anos de nossa formação artística, e que se estende de 1816 a 1831. A obra é ilustrada com inúmeras estampas.

     É também de sua lavra o projeto do plano de organização para a Academia Imperial, solicitado em 1824 pelo então ministro dos negócios do Império aos professores da referida Academia. Esse projeto foi publicado em folheto em 1827.


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