Autodidata, interessou-se
inicialmente pela escultura, passando a dedicar-se, em 1943, à xilogravura.
Em 1951 obteve
medalha de ouro no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1952 e 1954 conquistou o prêmio de
viagem à Europa no mesmo Salão.
Participou da
Bienal de Veneza (1950 e 1961) e da Bienal de São Paulo (a partir de 1951). Entre 1969 e
1970 os Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro inauguraram retrospectiva
de seus 25 anos de gravura.
Seu percurso
expositivo estendeu-se do Brasil para o exterior, tendo realizado diversas individuais.
Geraldo Ferraz
diria sobre Grassmann em 1975: "Adstrito aos temas que se desdobraram na fidelidade
de sua visão adstringentemente original, entre o visionário e o fantástico, Grassmann
paira acima de qualquer discussão. Ele pertence à arte maior."
José Roberto
Teixeira Leite, com muita propriedade, acentuou que "Grassmann é deliberadamente
arcaico, seu mundo é o de um faizeur de diables, flor perdida no tempo e no espaço do
gótico fantástico".
Fonte: Bolsa de Arte do Rio de Janeiro.