Exposição em Portugal revive
CARLOS SCLIAR
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1943 -A pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva, seu marido, o pintor Arpad Szenes, e Carlos Scliar
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"Pinto porque gosto. Pintar é minha preocupação constante, inclusive quando não estou pintando (...). Tento, através dos meus quadros, transmitir minha confiança no homem e na sua luta, mostrando que a vida é bela e merece ser conquistada..."
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Laços de amizade

     Dois poetas consagrados, Cecília Meirelles e Murillo Mendes, e o jovem pintor Carlos Scliar, foram grandes amigos de Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva não só entre 1940 e 1947, anos em que o casal viveu no Rio de Janeiro, mas mantendo uma estreita intimidade ao longo de toda a vida.

     Carlos Scliar nasceu em Santa Maria, Rio Grande do Sul, em 1920. Faz a sua primeira mostra individual de pintura em 1940 em S. Paulo.

     A sua participação na II Grande Guerra, a partir de 1944, integrado na Força Expedicionária Brasileira em Itália (onde conheceu Morandi) e os anos vividos em França, para onde partiu em 1947 acompanhando Vieira da Silva no seu regresso a Paris (Arpad seguiria alguns meses mais tarde) foram decisivos na trajetória da sua pintura.

     Em 1950 regressa a Porto Alegre. Anos mais tarde viria a dividir-se entre os ateliês de Cabo Frio, Rio de Janeiro e Ouro Preto (Minas Gerais) que hoje acolhem os núcleos da Fundação Carlos Scliar criada após a sua morte em 2001.

Meio século de pintura

     As 21 pinturas seleccionadas para esta exposição da Fundação Arpad Szenes -Vieira da Silva dão testemunho do trabalho ao longo de 50 anos de intensa actividade profissional de um dos mais profícuos e actuantes artistas plásticos brasileiros.

     Carlos Scliar é considerado um dos mestres da arte moderna no Brasil:

     "As suas obras têm por base os objetos do nosso cotidiano, temas simples que se repetem num processo cumulativo no qual o tempo exerce papel fundamental: elo entre a vida e a arte" .

Um carinho paternal

     Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes tratavam-no como um filho e Scliar assumia essa "paternidade" com devoção pelos mundos que o casal o ajudou a descobrir e com ele partilhou.

     Maria Helena escreveu-lhe um dia:

     "Ao Carlos Scliar - Ele saberá perdoar-me - não sou escritora... Conheço-o há muito, muito tempo. Arpad e eu amamos o que ele faz, a simplicidade das suas escolhas, mas também a sua seriedade, a sua tenacidade, as suas cores tranqüilas, o seu desenho cuidado, as suas composições amplas e concisas, a diversidade dos seus ritmos, a sua obstinação e a sua criatividade pintando o que lhe apraz, da forma como pensa que deve ser: a melhor, a mais generosa, e eu entendo a sua pintura calma, contida, tensa, como uma cantata grave de dias de festa. Fielmente tua, Maria Helena."

     E é para celebrar essa "cantata" festiva que o museu Arpad Szenes-Vieira da Silva convida a visitar a exposição de Carlos Scliar.


CARLOS SCLIAR
pintura de 1948 a 1983

Inauguração:
16 de Abril de 2003 às 18:30


Abertura ao Público:
17 de Abril - 15 de Junho de 2003

Local:
Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
Praça das Amoreiras, 58 1250-020
Lisboa - Portugal

Contato:
Tel. 00 351 - 21 388 00 44/53
Fax: 00 351 - 21 388 00 39

E-mail: fasvs@fasvs.pt
Web: www.fasvs.pt

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