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Texto:
Paulo
Victorino (Pitoresco)
Imagens:
Reprodução do Catálogo

Paisagem IV (1985) - 37 x 56 cm
Vinil e colagem encerados sobre tela
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CARLOS SCLIAR
Duas Décadas de Pintura
Apresentando
obras selecionadas
de 1980 a 2000
Promoção:
Instituto Cultural Carlos Scliar
Abertura:
11 de maio de 2004 às 20 horas
Exposição:
11 de maio a 3 de junho de 2004
Local:
Simões de Assis Galeria de Arte
Al. D. Pedro II, 155
Curitiba PR
Informações:
Telefones (41) 232-2315 e 233-3389
Fax: (41) 223-9167
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Flores, frutas e jarra branca (1986) - 65 x 100 cm
Vinil e colagem encerados sobre tela
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Carlos Scliar nasceu em Santa Maria-RS, em 21
de abril de 1920. Se tomarmos aleatoriamente o ano de 1935 como o início de sua carreira
artística e estendermos esse período até seu falecimento, em 2001, teremos uma
atividade constante de 66 anos, durante a qual o pintor enriqueceu a arte nacional com um
vasto acervo de uma pintura leve e discreta, de formas simples e de grande atrativo.
Em 1935, Scliar tinha 15
anos de idade e participava, em Porto Alegre, da exposição comemorativa do 1º
Centenário da Revolução Farroupilha, em meio a nomes consagrados das artes
plásticas, defrontando-se já com o dilema de todos os artistas plásticos, entre seguir
o próprio caminho em direção ao modernismo, ou conformar-se à arte das academias,
presa à pintura romântica e neoclássica do Século 19.

Composição com vários objetos, frutas, etc (1995)
65 x 100 cm - Vinil e encerados sobre tela
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Seguindo em
rota de colisão com a Academia, o pintor escolheu o primeiro caminho, unindo-se a seus
novos companheiros para o desenvolvimento do modernismo. Assim é que, em 1938, participou
da fundação da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, da qual foi o primeiro
secretário.
Vindo a São Paulo, em
1940, juntou-se à Família Artística Paulista, idealizada pelo Grupo Santa Helena para a
realização de exposições modernistas, em contraposição aos Salões de Maio, estes de
inspiração elitista. Dois anos depois, já participava de um álbum de 35 litografias
que incluia, além dele, outros nomes importantes da arte nacional, como Livio Abramo e
Aldo Bonadei.

Os pimentões, etc. (1980) - 55 x 75 cm
Vinil e colagem encerados sobre tela
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Mudando-se
para o Rio, em 1944, tomou contato com o casal Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da
Silva, recém chegados ao Brasil como refugiados de guerra. Nasceu aí uma amizade quase
filial, que perdurou mesmo após o retorno dos dois à Europa, em 1947.
O próprio Scliar seguiria
para Paris no mesmo ano, engajando-se numa atividade política que prosseguiu no Brasil,
após seu retorno em 1950 e que seria o segundo plano de sua vida, ao lado da arte.
Ainda em 1950, com outros
artistas gaúchos, participou da fundação do Clube de Gravuras de Porto Alegre, do qual
viria a ser presidente pelos próximos cinco anos. Sua carreira, desde então,
alternava-se entre a gravura e a pintura.
Já com reconhecimento
firmado e com um vasto acervo, participou seguidamente de várias exposições, sendo alvo
de algumas retrospectivas de seu trabalho, composto de gravuras, serigrafias e pintura em
tela, além de ilustrações em livros, como no "O Pintor que Pintou o Sete", de
Fernando Sabino, da série "Arte para Criança".

As beringelas, ferro de passar, jarra com pincéis, etc. (1986)
65 x 100 cm - Vinil e colagem encerados sobre tela
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A cidade de
São Paulo, guarda uma de suas mais importantes obras, o painel para o Memorial da
América Latina, realizado a convite de Oscar Niemeyer, responsável pelo projeto
arquitetônico.
A exposição que ora se inaugura em
Curitiba envolve a última fase de Carlos Scliar, as décadas de 1980 e 1990. Atingido
pela doença, em plena atividade intelectual e artística, Carlos Scliar viria a falecer
na cidade do Rio de Janeiro, em 28 de abril de 2001. Seu filho adotivo, Francisco Scliar,
vem, desde então cuidando da divulgação de seu patrimônio artístico, seja promovendo
exposições, seja buscando apoio para o abrigo dessa obra, permanentemente, em museu.
VEJA
A PÁGINA DE SCLIAR NA PITORESCO
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