Artur Timóteo da Costa
1882-1922

 
 


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     Como pintor das primeiras décadas do século, este artista vive um momento de transição da linguagem plástica no Brasil, com tendência ao abandono dos cânones da pintura acadêmica.

     Esta flexibilidade está, sem dúvida, presente no conjunto da obra de Artur Timóteo da Costa, cujo trabalho consolida as experiências impressionistas no Brasil, em pintura que teria desdobramentos fauvistas, por volta de 1929 e 1921, pouco antes de o artista terminar seus dias.

     Na imagem abaixo, a personagem popular, que é a cigana, aparece revestida de austeridade no tratamento que o pintor lhe confere. Mais preocupado com a composição do que com a fidelidade à aparência da cigana, o modelo parece só ter servido de referência para extrair os elementos que permitiriam ao artista realizar uma «idéia» de cigana.

     A idéia, desenvolvida sobre o eixo central do quadro, determina altivez à figura, e simetria quase total à composição. A cor é utilizada nos tons escuros, passando dos pretos aos castanhos e avermelhados, onde os limites dos contornos se diluem. A mão,, pousada num gesto de recolhimento, aparece como o ponto mais iluminado da tela.

Fonte: Museus Brasileiros, vol. 6,
Edição Funarte, Rio, 1982.
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