1922 Nasce em Salvador, Bahia.
1948 Depois de
exercer a clínica odontológica, começa a dedicar atenção mais exclusiva à pintura,
na qual se iniciara muito cedo, como autodidata. Integra-se, então, no grupo de jovens
artistas baianos, interessados em renovar a arte local.
1950 Participa da mostra «Novos Artistas Baianos», promovida
pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
1954 Primeira individual, em Salvador.
1955 Figura na 3ª Bienal de São Paulo. Por essa época, sua
pintura já se definira por uma construção a partir dos elementos visuais recolhidos em
cultos afro-brasileiros.
1957 Fixa-se no Rio
1962 Individual no Rio. Pequena medalha de ouro no Salão
Paulista de Arte Moderna e prêmio de viagem ao estrangeiro no Salão Nacional de Arte
Moderna. Em virtude do último, viaja para a Europa e permanece em Roma entre 1963 e 1966.
Participa, então, da Bienal de Veneza.
1966 De volta ao Rio, dispõe de sala especial na 1ª Bienal
Nacional de Artes Plásticas, em Salvador, onde é premiado. Transfere-se, logo em
seguida, para Brasília, passando a lecionar pintura no Instituto Central de Artes da
Universidade local.
1967 Prêmio de aquisição, na 9ª Bienal de São Paulo.
1969 Como convidado, participa da Bienal de Arte Construtiva de
Nurnberg.
1970 Individuais em Brasilia e no Museu de Arte Moderna do Rio
de Janeiro.
1973 Prêmios de aquisição na 12ª Bienal de São Paulo.
Prêmio de viagem à Europa no Salão Global de Brasilia.
1975 Individuais de caráter retrospectivo na Fundação
Cultural do Distrito Federal e na Bolsa de Arte Atual Brasileira, de São Paulo. É um dos
artistas incluídos no 10º Salão de Arte Contemporânea de Campinas.
1977 Tem obras exibidas no 2º Festival Mundial de Arte Negra,
em Lagos, na Quadrienal de Roma e na mostra «Arte Agora II/Visão da Terra, Rio de
Janeiro.
1991 - Realiza individual no
Instituto Brasileiro-Americano, em Washington,e na Galeria Sol, em São José dos Campos. Morre
em São Paulo, em 30-11-1991.
"Ele carregou o peso de
suas ousadias, sangrou no corte dos seus sonhos, mas deixou - aos nossos cuidados - uma
herança de beleza, de fé muito brasileira, de força e persistência. E continua
afirmando: "fora do fazer não há salvação". (Lúcia Valentim, 1992)
1992 -
Comemorando o primeiro aniversário da morte do artista, são realizadas as seguintes
mostras: "Os guardadores de símbolos" e "Axé na Praça da Sé", no
Museu de Arte de Brasília, "O sopro inicial", na Galeria de Arte da ECT,
"Forma e Côr Essencial", na Casa de Cultura da América Latina, "O Templo
de Oxalá", no Palácio do Itamaraty, "Eu procuro a claridade, a luz da
luz", no Espaço Cultural Rubem Valentim, na Universidade Holística, todas em
Brasília, e, ainda "Altares emblemáticos", na Pinacoteca de São Paulo,e
"Bahia-emblemas e magia", no Memorial da América Latina, em São Paulo, e
serigrafias, no Museo de la Estampa, no México.
1993 -
Individuais de serigrafia, no Museu da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, e de
objetos e relevos emblemáticos, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, em
homenagem aos participantes da III Conferência Íbero-Americana de chefes de estado e de
governo. Integra com Athos Bulcão e Tomie Othake a mostra "Triangulo" no
Espaço Cultural 508 Sul, da Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília.
1994 -
Sala Rubem Valentim - 46a. Feira Internacional do Livro, Frankfurt, Alemanha.
"Construção e Símbolo", exposição retrospectiva no Centro Cultural Banco do
Brasil, Rio de Janeiro.
1996 -
"300 anos de Zumbi", sala Rubem Valentim, no Palácio das Artes em Belo
Horizonte. "Herdeiros da Noite", no Espaço Cultural 508 Sul, Brasília. Sala
especial na XXIII Bienal Internacional de São Paulo.
1997 -
Sala especial Rubem Valentim, no Parque de Esculturas do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Fonte: 5 Mestres Brasileiros, Livraria
Kosmos Editora, Rio de Janeiro.
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