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João Carlos Lopes dos Santos
Quanto devo investir
Uma dúvida constante
daqueles que pretendem se iniciar no mercado de arte se refere ao capital necessário para
fazer o primeiro investimento.
Na verdade, não há um
valor definido. Quanto mais dinheiro você aplicar, maiores serão as suas chances de
lucro e mais rápidos os resultados. Mas fique claro que não há um valor mínimo e,
normalmente, este tipo de investimento é feito de forma parcelada, sem periodicidade
específica compra-se ou corrige-se o rumo, quando a ocasião se apresentar.
No entanto, é importante
ressaltar que uma coleção, quando se objetiva investimento, tem que ser acompanhada
dia-a-dia, a fim de que se façam as correções de rumos, bem diferente de quando se
pretende apenas decorar uma casa com obras de arte. Decoração é uma coisa, investimento
é outra, embora os dois conceitos possam caminhar juntos.
Não se apaixone por
uma obra de arte
Deixemos bem claro o seguinte:
uma coisa é comprar e vender (negociar e viver disso), outra, bem diferente, é comprar,
corrigir rumos e, depois, realizar lucros.
Ambas as escolhas são válidas. Mas, quando se
trata de investimento, o investidor não pode se apaixonar pela obra de arte. Gostando
dela ou não deverá comprar ou se desfazer dela quando for chegado o momento de corrigir
rumos ou realizar lucros.
Conheço investidores que vão acumulando
patrimônio em obras de arte por vários anos dez, vinte, trinta anos e,
frequentemente, nem chegam a realizar os seus propósitos de lucro, pelo simples fato de
julgarem que, deixando o seu dinheiro aplicado em obras de arte, estão fazendo um melhor
negócio. Como resultado, muitas vezes, acabam por deixar um belíssimo acervo cultural e
patrimonial aos seus herdeiros.
Curiosidade e
profissionalização
Digo
no capítulo 25 do Manual do Mercado de Arte, em síntese, que é vantajoso investir em
obras de arte, desde que você tome cuidados específicos e siga algumas regras. Por
exemplo, não tendo a necessária experiência no mercado de arte, há que se contratar um
profissional experiente do ramo, que tomará, em seu nome, uma série de precauções. O profissional, que
conhece e acompanha o mercado, torna-se um valioso apoio na aquisição e no
acompanhamento da coleção, substituindo algumas peças da coleção por outras que,
naquele momento, se revelem melhores opções de valorização mais segura, garantindo uma
melhor rentabilidade futura.
Por que até Bancos se
interessam por arte
Essa é a lógica em
qualquer negócio. O investimento em arte, feito do modo correto, profissional, também
tem tudo para continuar a ser uma boa aplicação, trazendo ainda, como resultados
adicionais, a participação na vida cultural, a formação de um patrimônio, a
sensação prazer e de status, que outras aplicações nem sempre podem
proporcionar.
Observe que até instituições financeiras investem
em arte. Os grandes investidores do mercado de capitais, mormente os Bancos, costumam
materializar parte de suas reservas em obras de arte. E não é por acaso, afinal,
dinheiro é a matéria-prima deles para gerar lucros.
Quando a Bolsa de Valores
vai bem, o mercado de arte vai melhor ainda... É o que se ouve comumente.
Analise você mesmo e tire suas conclusões.
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