Mercado de
arte, um
gigante adormecido
A minha preocupação
sempre foi com as pessoas que chegam ao mercado de arte, venham de onde vierem e sejam
quais forem os seus objetivos. Alguém tem que cuidar dos não-iniciados. O mercado tem um
futuro a perseguir...
Escrevi no Manual do
Mercado de Arte:
"E os compradores?
Eles estão por aí construindo ou decorando uma profusão de casas, apartamentos e
empresas, e irão necessitar de quadros e esculturas em seus ambientes.
"Torna-se
imprescindível, portanto, um trabalho planejado, sério e bem executado. Uma das
funções do profissional do mercado de arte é estar ao lado do cliente, envolvendo-se e
solucionando seus problemas, nos mínimos detalhes, até muito tempo depois da venda
realizada.
"São os detalhes que
fazem a diferença. Adjetiva-se de profissional aquele que se constitui em um verdadeiro
provedor de soluções para seus clientes, aquele que se compromete acompanhá-lo para
sempre. Uma vez cliente - mesmo que jamais procure de novo o profissional - será sempre
tratado e acompanhado como cliente."
Divisão de trabalho
traz eficiência
Já os artistas se
ressentem muito da falta de marchands. Quantos artistas plásticos temos em atividade no
país? E quantos marchands?
Os marchands sentem falta
de uma formação específica e mais profunda, quando não se dispõe, sequer, da
fundamental.
Cada um com a sua missão.
Todos têm que fazer muito bem a sua parte. Cada qual, em seu patamar, deve procurar o
melhor para o mercado, que é comum a todos.
Como não tenho tantos
recursos, uso os que tenho para um objetivo, que julgo sólido e eficiente: incentivar a
publicação de literatura fundamental para a criação e o fortalecimento de um mercado
de arte nacional.
O objetivo final são os
artistas plásticos - a base da pirâmide do mercado e onde processo se inicia. Eles e
todos os outros do segmento, necessitam de um mercado sólido.
O calcanhar de Aquiles
Como se chegar a um mercado
sólido, se temos cerca de 100 mil artistas plásticos em atividade e um número tão
pequeno de marchands?
Como suprir o mercado de
bons marchands se não temos um curso de formação de profissionais para o mercado,
sequer um curso técnico?
E quanto aos cursos que já
existem, de formação de produtores culturais? São ótimos, mas não formam marchands,
não preparam profissionais para o mercado de arte. Para o mercado de arte, é imperativo
que a formação seja específica.
A importância
dos
mercados regionais
Como chegarmos a um curso
para a formação de profissionais do mercado de arte, sem uma literatura fundamental de
mercado?
Você já imaginou o dia
que, em todos Estados do país, tivermos um dicionário de artistas plásticos da região?
Você já imaginou o dia em
que tivermos um anuário bem abrangente sobre cada mercado de arte regional?
Creio que seja por aí...