| |
João Carlos Lopes dos Santos
Na minha escala
de apreciação feminina, os conceitos começam com as normais, já que, para mim, não
há mulheres feias e sim as desatentas.
Depois das normais, vêm as mulheres bonitas,
as lindas e, in fine, bem no topo, as mulheres interessantes.
O que é uma mulher
interessante?
Na minha ótica, é aquela que soma os mais
variados predicados, apresentando uma síntese perfeita.
A perfeição aí não é uma fórmula pronta,
absoluta, estereotipada, e nada tem a ver com idade, altura, peso, raça ou tipo de
beleza.
Uma mulher pode ser linda e desinteressante.
É claro, não vou cometer a indelicadeza de exemplificar.
Há mulheres que as outras acham feias e são
conceituadas de forma antagônica pelos homens. Em matéria de julgamento, cada macaco no
seu galho.
Decerto, é fundamental que a mulher tenha
caráter, classe, personalidade, espontaneidade, inteligência, simpatia e que saiba
sorrir. Mulheres de qualquer condição social de freiras a prostitutas que
tenham os sobreditos atributos, dificilmente, deixarão de ser interessantes.
A mulher interessante não precisa de
holofotes, de mídia, de marketing, tampouco, de alguém que lhe venha
apontar as virtudes ou tecer elogios. Ela é ela original e personalíssima
, não lembra ninguém, tampouco se parece com ninguém.
A interessante tem luz própria. Sempre causa
torcicolos nos homens e inveja nas outras mortais. É uma mulher que não apresenta
defeitos - embora os tenha - porque ninguém os nota.
Acreditem no que digo, pois o meu único
talento é detectar qualidade, não só nas mulheres, mas em tudo.
O tempo passa
mais
rápido para as belas
Embora haja beleza em todas as idades, quanto
mais bela for a mulher, mais ela sofrerá com o passar dos anos. O tempo passa mais
devagar para os homens causando menos estragos , só porque eles dão menos
bola para o assunto. A idade, sem dúvida, é um monotema feminino.
Mesmo que os fundamentalistas discordem,
saibam que juventude e velhice são estados de espírito. Velhos, com qualquer idade,
serão sempre aqueles que quiserem ser. Quem quiser optar por ser velho, tem todo o
direito.
No fundo, a velhice sadia de corpo e alma é
uma benção. Hoje, posso lhes dizer que sou muito mais feliz do que ontem. Já tive
mais, hoje sou muito mais. Faço o que quero e gosto, sem ter que pagar os micos
que os jovens e os envergonhados pagam.
A maturidade nos ensina muitas coisas, mormente, que
só devemos responder às nossas consciências. Contudo, há que se ter um cuidado, que
serve para os homens e mulheres: dê preferência a freqüentar a sua turma; porém,
obviamente, há que se observar o que fazem os mais jovens e, também, conviver
harmoniosamente com eles. Mas, sem dúvida, quem convive com gente da sua idade nunca se
sente velho.
A atualização é
fundamental
Não vou repetir o que já escrevi numa
crônica que está na www.pitoresco.com/consultoria.
Em lá estando, selecione "Crônicas de Nova Ipanema" e, depois, clique em
"Você tem medo da internet?". O personagem daquela crônica foi reeleito para a
Associação dos Condôminos de Nova Ipanema (ACNI), em março de 2003, aos 89 anos. Foi o
segundo colocado numa lista de 48 condôminos. O exemplo de longevidade sadia está lá.
Sobre isso, a longevidade sadia passa por
muito movimento físico, mas também por um joguinho de cartas (biriba, sueca e outros que
não envolvam dinheiro) e, mormente, pelo uso da internet. É triste a velhice para quem
não joga cartas e não navega pela rede mundial. Ambas atividades incentivam a
integração social - real e virtualmente.
Não me matem!
As mulheres vivem apalpando gordurinhas
localizadas, celulites, defeitinhos, espichando aqui e ali em frente ao espelho.
Perdoem-me pela comparação, mas você já
parou para pensar que, se for para agradar aos homens, são poucos aqueles que gostam
de bife aparado; a maioria faz questão de comer o bife com aquela gordurinha do lado.
Quase ninguém a come (a gordurinha...), mas até gosta de vê-la ali.
Chistes e machismos comparativos à parte,
quem gosta de mulheres magérrimas, com certeza, são os estilistas de moda. Os homens
gostam de mulher de verdade com seus defeitos e virtudes. Homem mesmo, do ramo, não
descobre defeito em mulher e, se achar algum, faz dele um fetiche. Para os homens, quando
o assunto é mulher anoréxica, em todos os sentidos, eles também perdem o apetite. O
ideal não tem intimidade com os extremos.
Muito mais que os homens, as mulheres são
cheias de "grilos". Se os homens, que gostam da fruta, analisassem as mulheres
como elas se auto-analisam (e às outras...), aí sim, que ia ser uma monumental
tragédia.
Com a idade, é normal que as pessoas fiquem
mais experientes e mais cheiinhas, sinais inequívocos de saúde física e mental que
devem ser encarados como uma bênção de Deus.
Cirurgias, aplicações de silicone e
lipoaspirações são recursos para as plásticas reparadoras e têm que ser usados com
muito critério. Quaisquer dessas intervenções têm que se cingir ao necessário, caso
contrário, vira uma história parecida com aquela que conhecemos de um certo pop-star.
Sem cometer a indelicadeza de nomeá-los, sei
de casos de mulheres que deixaram de ser interessantes, após intervenções ditas
estéticas, quando se deformou o que era fator de um conjunto harmonioso.
O grande segredo
O segredo é assumir, não a velhice, mas sim
as novas responsabilidades que a vida sempre nos apresenta. Seguir em frente, procurar a
saúde física e mental, a paz de espírito e a felicidade. Se não se quer morrer, a
velhice será inevitável e só nos resta, então, administrá-la com inteligência.
Que não seja por falta de ditados:
"Panela velha é que faz comida boa"; "Certas mulheres são como o vinho,
quanto mais velhas e encorpadas, muito melhores"; "Sempre haverá um pé doente,
para um chinelo velho"; e, da minha lavra, parodiando a terminologia
automobilística, "Se andam reclamando muito da sua suspensão, mude de
piloto".
E onde está o elixir da
juventude? Não me diga que você se deu ao trabalho de ler até aqui, pensando que eu
fosse lhe vender um frasco com uma poção mágica qualquer...
.
|
|