Use frases curtas:
A pessoa só consegue dominar determinado número de palavras
antes que os olhos peçam uma pausa. A frase muito longa dá trabalho, confunde. Por isso,
use sentenças de, no máximo, uma linha e meia. Lembre-se: uma frase longa nada mais é
do que duas curtas.
Prefira palavras breves e simples:
Vocábulos longos e pomposos funcionam como cortina de fumaça
entre você e o leitor. Seja simples. Entre duas palavras, prefira a mais curta. Entre
duas curtas, a mais simples. Em vez de falecer, escreva morrer; em lugar de somente, só;
de matrimônio, casamento; de féretro, caixão; de morosidade, lentidão.
Ponha as sentenças na forma positiva:
Diga o que é, não o que não é. Quer exemplos? `Não ser
honesto' é `ser desonesto'; `não lembrar' é `esquecer'; `não dar atenção' é
`ignorar'; `não comparecer' é `faltar'; `não pagar em dia' é `atrasar o pagamento'.
Opte pela voz ativa:
Ela é mais direta, vigorosa e concisa que a passiva (a passiva,
como o nome diz, parece sem força, desmaiada). Prefira `um raio provocou o blecaute' a `o
blecaute foi provocado por um raio'.
Abuse de substantivos e verbos:
Escreva com a convicção de que no idioma só existem essas duas
classes de palavras. As demais sobretudo adjetivos e advérbios devem ser usadas com a
sovinice do Tio Patinhas. Na dúvida, deixe-os pra lá: (Normalmente) ao escrever textos
(informativos), use substantivos (fortes) e verbos (expressivos).
Seja conciso:
Não diga nem mais nem menos do que você precisa dizer. Cultivar
a economia verbal sem prejuízo da completa e eficaz expressão do pensamento tem dupla
vantagem. Uma: respeita a paciência do leitor. Outra: poupa tempo e espaço.
Dê clareza às citações:
Dificultar a compreensão do texto é colocar uma pedra no
caminho do leitor. Para quê? Facilite-lhe a vida. Nas declarações longas, não o deixe
ansioso. Identifique o autor imediatamente antes da citação ou depois da primeira frase.
[Veuillot ensina: "É preciso
escrever com a convicção de que só há duas palavras no idioma o substantivo e o verbo.
Ponhamo-nos em guarda contra as outras palavras".]
Ou: ["É preciso escrever com a
convicção de que só existem duas palavras no idioma: o substantivo e o verbo",
ensina Veuillot. "Ponhamo-nos em guarda contra as outras palavras."]
Nas declarações curtas, identifique o
autor no começo ou no fim da fala:
["Toda questão tem dois
lados", escreveu Pitágoras.]
[Pitágoras escreveu: "Toda questão
tem dois lados".]
Escolha termos específicos:
Há palavras mais precisas do que outras. `Gato siamês' é mais
singular do que simplesmente `gato'; `homem', mais do que `animal'; `laranjeira', mais que
`árvore'; `árvore', mais do que `planta' ou `vegetal'.
Escrever `foi um período difícil'
constitui uma vagueza. `Estive desempregado durante três meses' dá o recado. Não foi
por acidente que Gonçalves Dias compôs: "Minha terra tem palmeiras / Onde canta o
sabiá". Se tivesse dito `minha terra tem árvores / onde canta o pássaro",
seus versos estariam mortos e enterrados. Sem direito a missa.