O escultor
mineiro Amílcar de Castro, que morreu aos 82 anos no início da madrugada de hoje, de
insuficiência cardíca, foi um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros.
Ele estava internado no CTI (Centro de
Tratamento Intensivo) do Hospital Felício Rocha, em Belo Horizonte, havia 15 dias.
Amilcar deixou viúva, dona Dorcília, e três filhos (Rodrigo,
Ana Maria e Pedro).
Aluno de Guignard e signatário
do manifesto neoconcreto
Amílcar nasceu em Paraisópolis, interior de
Minas Gerais, em 1920.
Foi aluno de Guignard em Belo Horizonte. Da capital
mineira mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi um dos signatários do Manifesto
Neoconcreto, que marcou a ruptura com o grupo paulista dos Concretos.
Intelectual ativo, Amílcar foi também autor do marcante projeto
gráfico do suplemento de cultura do "Jornal do Brasil", no final dos anos 50.
Bolsista da Fundação Guggenheim, viveu nos EUA de 1969 a 1971.
Um escultor de metais
Amílcar de Castro virou referência para os
artistas brasileiros e, especialmente, para seus alunos na Escola Guignard, em Belo
Horizonte, para onde voltou.
Suas esculturas, fundadas quase exclusivamente em duas ações
(corte e dobra, que nem sempre vem juntas) sobre ferro e madeira, impressionam pela
economia de meios e pela lição que oferecem sobre a capacidade afirmativa do gesto e o
fato de realizarem a passagem do plano para o volume.