Do realismo inicial, em que retratou vultos da história, como
Camões, o escultor Bruno Giorgi passou a formas estilizadas e de definição cada vez
mais simples.
A influência do barroco e do inglês Henry
Moore se percebe principalmente na série de figuras deitadas ou reclinadas.
Bruno Giorgi nasceu em Mococa SP, em 13 de
agosto de 1905. Seis anos depois partiu com a família para a Itália.
De 1920 a 1922 estudou em Roma. Adversário do
fascismo, foi preso, mas por intervenção do governo brasileiro pôde seguir em 1936 para
Paris, onde foi aluno de Aristide Maillol.
Em 1939 voltou ao Brasil. Instalou-se em São
Paulo, ligou-se ao movimento modernista e depois mudou-se para o Rio de Janeiro. Data
dessa época sua primeira escultura ao ar livre, o "Monumento à juventude",
instalado no jardim do edifício do Ministério da Educação, hoje palácio Gustavo
Capanema, no Rio de Janeiro.
Após expor no Brasil e no exterior, Bruno
Giorgi participou da I, da II e da IV Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1957, e recebeu
em 1953 o prêmio de melhor escultor brasileiro. Participou também de duas Bienais de
Veneza, em 1950 e em 1952, e residiu por algum tempo na Europa.
De volta ao Rio de Janeiro, aderiu ao uso de
bronze, trabalhado pelo método da cera perdida, que lhe permitiu criar figuras delgadas e
verticais, com menos massa e mais vazios. Em 1959 fundiu em bronze "Guerreiros",
para a praça dos Três Poderes em Brasília.
Por volta de 1965, passou do figurativismo às
formas geométricas e a trabalhar em mármore branco de Carrara. A peça mais importante
dessa fase é "Meteoro", no lago do palácio Itamarati, em Brasília.
Cerca de dez anos depois de aderir à
abstração, Bruno Giorgi voltou à figura humana, com torsos esculpidos em mármore rosa
de Estremoz, cidade de Portugal onde montou um ateliê. Morreu no Rio de Janeiro, em 7 de
setembro de 1993.
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