Isabel Pons - uma espanhola
bem brasileira

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Fontes:
Bienal de São Paulo e
SBN-Net

Imagens:
Evandro Carneiro Leilões
Bolsa de Arte do Rio de Janeiro


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Pássaros sobre ouro - Gravura em metal, impressa
com água forte sobre papel - 70 x 50 cm

    
Em 3 de junho de 2002, morria no Rio de Janeiro a artista plástica Isabel Pons, espanhola radicada no Brasil e conhecida por seu trabalho como gravadora. Ela tinha 90 anos e morreu vítima de pneumonia.

Nascida em Barcelona, mas naturalizada brasileira desde 1945, Isabel é considerada uma das pioneiras na introdução de cores em gravuras. Recebeu inúmeros prêmios, entre eles cinco em diferentes bienais de São Paulo e suas obras figuram em acervos de museus de todo o mundo.

Em 1995, quando completou 50 anos de residência no Brasil, especificamente no bairro de Copacabana, no Rio, foi homenageada com mostras retrospectivas no Museu Reina Sofia de Madri e em quatro museus brasileiros.

Premiada internacionalmente, Isabel assinou em 1956 os cenários e os figurinos de Orfeu Negro, filme do francês Marcel Camus.


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Brinquedos - Gravura em metal
(1960) - 30 x 40 cm

     Maria Isabel Pons, natural de Barcelona, Espanha, nasceu em 1912 e faleceu no Rio de Janeiro em 2002.

     Realizou estudos de pintura e desenho na Escuela Nacional de Bellas Artes de San Jorge de Barcelona e na Escuela Industrial de Sabadel, também em Barcelona, durante o período de 1925 a 1930.

     Frequentou as classes do Real Círculo Artístico de Barcelona e o atelier do pintor Carlos Vásquez, de 1930 a 1947.

     Nesta mesma época, realiza ilustrações para Garcia Lorca e transfere-se para o Brasil, onde se radica.

     Participa de inúmeras exposições coletivas, destacando-se:

  • II Bienal do México (Medalha de Ouro), 1960;

  • VI (Prêmio Melhor Gravador Nacional), VIII (Prêmio de Aquisição),

  • IX (Prêmio de Aquisição), X (Prêmio de Aquisição),

  • XI (Prêmio Latino Americano de Gravura),

  • XIII (Sala Brasília) Bienal Internacional de São Paulo, 1961/65/67/69/71/75;

  • XXXI Bienal de Veneza (Prêmio Fiat), 1962; I (Primeiro Prêmio de Gravura) e

  • II (Premiada) Bienal da Cracóvia, 1966/68; Exposição Latinoamericana, Caracas, 1967; Bienal de Liubljana, Iugoslávia, 1972;

  • Bienal de Desenho, Frenchen, Alemanha, 1972;

  • XII Bienal Internacional de São Paulo (Sala Especial), 1972;

  • Bienal de Fredrikstad, Noruega, 1974; Bienal da Segóvia, Espanha, 1974;

  • Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1974.

     Realizou exposições individuais na Suécia, Brasil, Argentina, Itália, Chile, África, Espanha, Portugal, Iugoslávia, Equador, Peru, Alemanha, Jerusalém, México, Tel-Aviv, Austrália, Inglaterra, Angola, Canadá, Suiça, Áustria, Dinamarca, Estados Unidos e Noruega.

Fonte: Catálogo da XV Bienal.

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Responsável: Paulo Victorino
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