Antonio Moro, cujo nome holandês
era ANTHONIS MOR VAN DASHORST, nasceu entre 1512 e 1525 em Utrecht,
Países Baixos.
Estudou com Jan Schoreel e, depois de uma visita
à Itália, passou a pintar retratos.
Trabalhou em Bruxelas de
1549 a 1550 e, dois anos depois, foi chamado a Madri pelo imperador Carlos V (I da
Espanha).
Em 1554, viajou a Londres
para pintar o retrato de Maria Tudor, segunda esposa de Filipe II da Espanha. Esse quadro,
que se acha no Museu do Prado, em Madri, é uma de suas obras-primas, pela eficiência
técnica e acuidade psicológica.
Moro pintou magníficos
retratos de personagens da realeza e da corte, em que ressaltou a nobreza e autoridade dos
modelos pela expressão de seus rostos, qualidade das vestes e adornos pessoais. Sua
influência foi decisiva entre os retratistas espanhóis posteriores, que culminaram em
Velázquez.
Moro pintou ainda alguns
quadros de temas religiosos, como o "Calvário". Deixou a Espanha em 1558,
talvez por problemas com a Inquisição, mas manteve o cargo de pintor de câmara de
Filipe II.
Morreu em Antuérpia, hoje
na Bélgica, em 1575.