Jan Brueghel
(O Moço) colocou como objetivo de vida seguir o estilo do próprio pai, reproduzindo com
detalhes a obra deste. Aliás, para atender a demanda do mercado, chegava muitas vezes a
colocar, nos quadros que pintava, a assinatura do próprio pai, vendendo-os como
legítimos. Isso trouxe grandes dificuldades aos especialistas, para separar os originais
de Jan Brueghel (O Velho), das cópias forjadas por seu filho, tanto mais que os estilos
eram surpreendentemente semelhantes.
Brueghel, O Moço, aprendeu os rudimentos da pintura com seu pai
e, em 1624, viajou para a Itália em companhia de seu amigo de infância, Anthony van Dick.
Quando o pai morreu,
subitamente, vítimado por uma epidemia de cólera, o jovem assumiu por completo o
estúdio em Antuérpia, tornando-se o deão da guilda (chefe da corporação de ofício)
naquela cidade, por volta de 1630. Entre seus clientes, destacavam-se nobres das cortes da
Áustria e da França e consta que ele chegou a residir brevemente neste último país por
volta de 1650.
Embora tendo pintado os
mais variados temas, ficou mais conhecido pela reprodução de paisagens da cidade e do
campo, cenas mitológicas, alegorias.
Tal como seu pai, também
executava encomendas de outros pintores, criando planos de fundo, sobre os quais esses
artistas executavam a própria obra em primeiro plano. Entre esses clientes, pode-se citar
Peter Paul Rubens e Hendrick van Balen.