Hans Memling
1435?-1494
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     Autor de algumas das mais célebres madonas que se conhecem, o pintor Hans Memling retira seus retratados dos recintos sombrios e os situa junto a janelas e desvãos, através dos quais fixa paisagens ricas de detalhes e banhadas de luz.

     A expressão estática dos personagens que pintou encerra uma dramaticidade contida e um senso de fervor místico.

     Hans Memling (ou Memlinc) nasceu entre 1430 e 1435, em Seligenstadt, Alemanha. Acredita-se que tenha recebido educação artística em Colônia, de onde seguiu para Flandres, provavelmente para trabalhar no ateliê de Rogier van der Weyden.

     Em 1465 mudou-se para Bruges e conquistou celebridade na cidade e arredores.

     As composições e tipos de Memling repetem-se vez por outra, com poucos indícios de uma evolução formal. Suas virgens pouco a pouco tornaram-se mais esbeltas, mais etéreas e tímidas. As obras tardias distinguem-se pelos motivos de inspiração italiana, como cenas bucólicas e cortesãs.

     Sua arte revela a influência dos pintores flamengos da época: Jan van Eyck, Dirck Bouts, Hugo van der Goes e, sobretudo, Rogier van der Weyden. Essa influência é especialmente notável no tríptico A adoração dos Magos (1479).

     Por volta de 1479, Memling pintou o retábulo "Casamento místico de santa Catarina", do St. Jans Hospital de Bruges, para o qual fez também o relicário "Ciclo de Santa Úrsula", terminado em 1489 e considerado sua obra-prima.

     Memling pintou, também, numerosos retratos, como o de Tommaso Portinari e sua esposa.

     Morreu em 11 de agosto de 1494, em Bruges, na atual Bélgica.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.


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