Jacob Jordaens nasceu em 19
de maio de 1593 em Antuérpia.
Filho de um comerciante de
tecidos, entrou aos 14 anos para o ateliê do pintor Adam
van Noort (1561-1641), mestre também de Peter Paul Rubens, e em 1615 foi admitido na corporação
dos pintores.
Casou-se no ano seguinte
com a filha de seu professor e instalou-se definitivamente em Antuérpia.
No começo da carreira,
Jordaens criou desenhos para tapetes e pinturas, como a "Alegoria da
fertilidade", de 1625, nos quais transparecia sua habilidade como decorador.
Jordaens nunca visitou a
Itália, mas recebeu através de Rubens a influência de Caravaggio. Entretanto, sua obra
é essencialmente flamenga, no tratamento exagerado da forma e na crueza de seu humor.
Suas cores são quentes e brilhantes, e suas figuras mostram-se quase invariavelmente
corpulentas, rosadas e saudáveis.
Pintor prolífico, Jordaens
empregou muitos alunos em seu estúdio. Os banquetes e festejos que realizava em sua casa
serviram de inspiração para algumas de suas obras, como "O rei bebe", da qual
se conservam várias versões em diferentes museus da Europa, "O sátiro visitando
uma família de camponeses" e "Triunfo de Baco".
Igual realismo deu a cenas
religiosas como "O tributo de são Pedro".
Converteu-se ao calvinismo
em 1648, o que não o impediu de continuar recebendo encomendas de igrejas católicas.
Após a morte de Rubens,
passou a ser considerado o melhor pintor da Antuérpia de seu tempo.
Em 1652 teve participação
importante na decoração mural da Huis ten Bosch ("casa no bosque"), casa de
campo real perto de Haia, com pinturas que representavam o "Triunfo de Frederico
Henrique" e "Vitória do tempo", obras-primas de decoração
arquitetônica.
Jacob Jordaens morreu em
Antuérpia, em 18 de outubro de 1678.