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O retratista de Antuérpia
Embora
tenha cultivado com mestria diversos gêneros, o mestre flamengo Antoon van Dyck tornou-se
famoso pelos retratos de aristocratas europeus, nos quais combinou a gravidade da pose com
uma sutil percepção psicológica.
Antoon van Dyck nasceu em
Antuérpia, Flandres, em 22 de março de 1599. Aos dez anos, tornou-se aprendiz do pintor
Hendrik van Balen.
Discípulo de Rubens
Não se sabe ao certo a
data em que se tornou discípulo de Rubens, que assumira a liderança artística em
Antuérpia, mas em seus primeiros trabalhos Van Dyck refletiu a influência do mestre,
embora utilizasse uma gama cromática mais quente e escura.
Em 1618 foi admitido como
mestre na confraria dos pintores de Antuérpia e iniciou atividade independente.
Dedicou-se então a motivos mitológicos e religiosos, assim como a retratos.
Um estúdio em Gênova
Em 1621 fez sua primeira
viagem à Inglaterra. No fim do mesmo ano foi para a Itália e se fixou em Gênova.
O período italiano foi
decisivo na evolução artística de Van Dyck, que desenvolveu seu estilo característico
de retratista, baseado no colorido da escola veneziana e em singular sensibilidade. Sua
arte chega então ao virtuosismo de retratos como "Paola Adorno" (Palazzo
Bianco), "Geronima Brignole Sale com sua filha" e "Retrato eqüestre do
marquês Brignole" (ambos no Palazzo Rosso).
Dois dos melhores retratos
da época genovesa estão na National Gallery, em Washington: "Marquês
Grimaldi" e "Marquês Balbi". Mas o melhor retrato de toda a carreira de
Van Dyck é "Cardeal Bentivoglio".
Depois de regressar a
Antuérpia em 1627, já prestigiado por seu trabalho, conciliou a dedicação ao retrato
com o tratamento de temas religiosos.
Em Londres, para sempre
Sua mudança, em 1632, para Londres, onde residiu
pelo resto da vida, deu início à etapa de maior prosperidade da carreira de Van Dyck,
que foi nomeado pintor oficial de Carlos I da Inglaterra e da corte, além de distinguido
com o título de cavaleiro.
Os retratos desse período,
talvez os mais populares, constituem um valioso documento sobre o rígido protocolo e a
contenção da nobreza britânica na fase que antecedeu a revolução de 1642.
Van Dyck morreu em Londres,
em 9 de dezembro de 1641. Sua arte influenciou toda a Europa e foi o ponto de partida para
a grande escola britânica de retratistas.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil
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