O estilo dramático e apaixonado dos trabalhos de Rogier
van der Weyden exerceu profunda influência sobre a pintura flamenga e alemã durante a
segunda metade do século XV.
Rogier de la Pasture nasceu em Tournai, Flandres, por volta de
1399. Iniciou a carreira aos 27 anos e, ainda na cidade natal, estudou por cinco anos com
Robert Campin, decano da guilda de pintores.
As primeiras obras de
Rogier trazem a marca do áspero naturalismo do mestre. Outra influência preponderante em
sua formação foi o realismo sensível e matizado de Jan van Eyck, renomado em Bruges.
Em 1435, Rogier
estabeleceu-se em Bruxelas e foi nomeado pintor da cidade no ano seguinte, quando passou a
utilizar a grafia flamenga de seu nome, van der Weyden.
Nesse período pintou a
primeira grande obra, a célebre "Descida da cruz", que já mostrava o
equilíbrio da composição e o intenso dramatismo das figuras, característicos de sua
produção.
O artista realizou para a
câmara municipal quatro pinturas alegóricas sobre a justiça, hoje desaparecidas, muito
elogiadas pelos contemporâneos.
Outro de seus renomados
trabalhos foi o políptico do "Juízo final".
De volta a Bruxelas,
acentuou a simetria das composições, como em "Crucifixão" e "Os sete
sacramentos". Realizou também numerosos retratos, entre os quais "Carlos o
Audaz" e "Francisco d'Este", que se caracterizam pela marcada
expressividade dos rostos.
Rogier van der Weyden
morreu em Bruxelas a 18 de junho de 1464.
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