Crônicas do João Carlos
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João Carlos Lopes dos Santos


João Carlos Lopes dos Santos é domiciliado na Cidade do Rio de Janeiro. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde também cursou mestrado e doutorado, na área de direito privado.

No final da década de 1970, interessa-se por colecionar pintura, iniciando seu acervo particular. Em 1982, começou a frequentar efetivamente o mercado de arte. Em 1986, já totalmente envolvido, encerra as atividades como advogado e passa a dedicar-se à profissão de marchand e consultor de mercado de arte. Lança e orienta vários artistas novos, organiza exposições coletivas e individuais, assim como leilões de arte. Hoje, dedica-se à consultoria e às perícias judiciais nas áreas em que atua: mercado de arte, mercado autoral e de entretenimento, sendo um especialista em perícias atípicas.

Na Internet, mantém dois websites dedicados ao mercado de arte, autoral e entretenimento –   www.pitoresco.com/consultoria e www.consultarte.com –, nos quais incluiu também um bloco mais descontraído com crônicas. É dele que retiramos os textos abaixo.

Crônicas do Cotidiano

     Foco absoluto

    Obsolescência planejada: você sabe o que é?

    A praga dos feriados

    Dando minhas carteiradas

     Cuspindo na chuva

     Você conhece a AMAN?

     A individualidade e a Internet

       Os cinemas de minha infância

      As mulheres das décadas de 1950/60 

    Refeições inesquecíveis

     Gastando o meu Latim

     Barulho, mas que barulho!

     A camisa abençoada

     Minhas  experiências como "terrorista"

     De pai para filho

     Trens, bondes e mineiros

     Um dos muitos Severinos

     As mulheres e o elixir da juventude

     «Tobe or not Tobe», eis a questão

     O avesso do óbvio (quem avisa, amigo é)

     A história do Fujão

    Parceria, na nossa opinião
          (Uma crônica escrita a quatro mãos)

     Reengenharia, só na vida dos outros

     O homem do Zé Ciço

     Carcarás, tetéus, chupins e andorinhas...

     Saudades do futuro

     Aos desistentes, o bambu chinês

     O que é talento?

     As estratégias de meus grandes mestres

No varandão da saudade
(O Rio de Janeiro que passou)

      Quem é o Brumel Delano?

    Os anos dourados

     Esses nomes estranhos

     A televisão e os televizinhos

     Por falar em meu pai

     Transportes e restaurantes

     Perfumes, bebidas e queijos

     Os anos tranquilos

     O futebol carioca

     Os românticos bandidos

    A pasta de dentes mudou de nome

     Férias em Icaraí

     Sapoti, tamarindo e jabuticaba

Crônicas de Nova Ipanema

"A nova antiga maneira de viver"

          Tom Jobim (1927-1994), o grande compositor, ao longo de sua vida, em várias oportunidades e sempre com palavras diferentes, basicamente, dizia: "Os brasileiros só serão felizes, quando todos morarem em Ipanema". Ele estava  pleno de razão.

    Agora, se vivo fosse e conversasse comigo, decerto diria: "Os brasileiros só serão felizes, quando todos morarem em Nova Ipanema". 

         Quando os amigos me perguntam quanto custa um apartamento ou uma casa em Nova Ipanema. A resposta está sempre na ponta da língua: não custa nada, é de graça! Você compra uma cidade do interior - onde se pode passear a qualquer hora do dia ou da noite com a mais absoluta segurança -, compra uma vizinhança fantástica, funcionários dedicadíssimos, um frondoso bosque, um pomar que já dá frutas, uma "reserva florestal", compra serviços indefectíveis (segurança, de portarias, de ônibus e de balsas), uma marina, um clube completíssimo - com um outro clube, que é o nosso 'Porrinhódromo', um shopping para paulista nenhum botar defeito, 18 cinemas - tudo isso indo a pé e com absoluta segurança, já que fizeram uma passagem subterrânea para isso. Resolvida essa parte, o apartamento ou casa vem como um brinde...    

-- João Carlos Lopes dos Santos.--

piao.gif (8434 bytes)     A Nova Antiga Praça de nosso Bosque

piao.gif (8434 bytes)     NIPA é para todos

piao.gif (8434 bytes)     Diante dos nossos olhos

piao.gif (8434 bytes)     A Barra da Tijuca que conheci

     Um retrato da alma luso-brasileira

piao.gif (8434 bytes)     As árvores frutíferas de nossa infância

piao.gif (8434 bytes)     Memórias do futebol de Nova Ipanema

piao.gif (8434 bytes)     O cavalo do condomínio

piao.gif (8434 bytes)     O "Senhor" como tratamento de respeito

piao.gif (8434 bytes)     Você tem medo da Internet ?

piao.gif (8434 bytes)     Conflito intestino no Porrinhódromo

piao.gif (8434 bytes)     O "Dia do Vizinho"

 

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Pequeno vocabulário
lusitano para brasileiros
(e vice-versa)
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João Carlos Lopes dos Santos

     No rodapé, você vai encontrar em torno de mil e duzentas palavras usadas em Portugal que, na sua maioria, são desconhecidas pelas pessoas que vivem no Brasil.

     Que não se tenha este "Pequeno Vocabulário Lusitano" como um trabalho profundo sobre a língua portuguesa falada em Portugal. Não sou professor de português, filólogo, tampouco, lingüista, já que tais estudos não estão catalogados no meu pobre currículo; portanto, use o PVL como - por que é - uma ajuda despretensiosa. Afinal, dúvidas desse tipo, se tira mesmo com as consultas aos tradicionais dicionários da língua portuguesa.

     Por ser um telespectador assíduo da RTPI – Rádio e Televisão Portuguesa Internacional – e por ter inúmeros amigos portugueses, que muito têm me ajudado nesta empreitada, tenho pesquisado a língua de Camões na sua forma mais castiça, sem mistura, genuína, correta no falar e no escrever, totalmente isenta de barbarismos. O meu objetivo nesta pesquisa foi beber água diretamente na fonte e aí surgiu a idéia de organizar o PVL.

     É óbvio que a língua portuguesa falada em Portugal também sofreu influências e continuará a sofrer, até para justificar que se trata de uma língua viva.

     Desta forma, outras mutações acontecem nas versões faladas no Brasil, na África (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique), e na Ásia (Macau, Timor Leste e Goa), nesses países com muito mais intensidade, na medida em que a língua tão bem usada por Machado de Assis, Eça de Queiroz e Fernando Pessoa, entre outros mestres escritores lusófonos de primeira linha, se funde com diversos outros idiomas e dialetos locais.

     Há lugares em que o povo já fala uma outra língua, onde ainda se usam várias palavras do idioma português, mas que, decerto, português já não é. Só um exemplo: você já ouviu a letra de alguma música cabo-verdiana?

     Aqui, o objetivo não é falar das gírias ou fazer um levantamento das palavras de baixo calão. Vamos abordar, na maioria das vezes, as palavras que estão consagradas pelos dicionários portugueses.

     A mais marcante diferença entre o idioma falado lá e cá, com certeza, é o uso dos verbos no infinitivo em Portugal - estou a cantar, estava ele a sorrir -, já que nunca usam o gerúndio – estou cantando, estava ele sorrindo -, como no Brasil. Em Portugal, eles dificilmente usam o gerúndio, que é a forma verbal, invariável, terminada em ndo; usam maciçamente o infinitivo, que é um modo verbal que exprime a ação, de um modo vago e indeterminado.

     O principal objetivo do "Pequeno Vocabulário Lusitano" é disponibilizar um instrumento de consulta para dirimir as dúvidas entre o idioma falado lá e cá.

     Isto posto, vamos ver as tais diferenças, mas não sem antes avisar que o PVL ainda não está concluído. Essa conclusão somente será possível com suas sugestões para inclusão de novos termos, ou com a indicação de possíveis erros (que sempre haverá), para que possamos corrigi-los. Colabore conosco, com comentários, sugestões ou correções.

     Por ser de justiça, damos um crédito especial ao Dicionário Universal, uma fonte preciosa para quem deseje um contato mais profundo com o idioma falado em Portugal. Nele nos socorremos, para sabermos o significado de muitos verbetes aqui incluídos. O dicionário, na íntegra, poderá ser encontrado clicando aqui.

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VEJA TAMBÉM
Pequeno Vocabulário da Gíria em Portugal
Complemento do Pequeno Vocabulário Luso,
envolvendo termos de gíria que em uso no país.
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