ADENDO

  AS DUAS GUERRAS MUNDIAIS
Primeira Grande Guerra - 1914-1918
Segunda Grande Guerra - 1939-1945

 

Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa (RJ)
10 de maio de 2008

Em 90 anos, desde 1918, em duas grandes guerras
A  Alemanha  se  rendeu    I-N-C-O-N-D-I-C-I-O-N-A-L-M-E-N-T-E

 

PRIMEIRA GUERRA

Em 11 de novembro de 1918, terminava a Primeira Guerra Mundial, com a rendição incondicional da Alemanha. O Brasil foi representado por Epitácio Pessoa. Rodrigues Alves, que derrotou Rui Barbosa e tomaria posse 4 dias depois, convidou o próprio Rui para chefiar a delegação brasileira. Sabendo que o presidente eleito estava muito doente (na campanha não saíra de sua chácara de Guaratinguetá), Rui recusou o convite.

Rodrigues Alves então convidou Epitácio Pessoa, que fora senador pela Paraíba e depois ministro do Supremo, aceitou. Rui sabia das coisas, Rodrigues Alves não tomou posse, embora só tivesse morrido em janeiro, o vice Delfim Moreira ficou no cargo, mas quem mandava era Afranio de Mello Franco. (Na História brasileira, esse período é conhecido como a "regência Mello Franco").

Epitácio foi feito presidente da República em 1919, estando no exterior (a Constituição de 1891 permitia isso), Rui abandonava a vida pública. Sem ter conquistado o que mais desejava, a presidência da República, para a qual estava preparadíssimo.

A rendição foi assinada em Versalhes, na Floresta de Compiegne, na mesma Versalhes onde em 1782 a Inglaterra reconheceu a vitória daquelas possessões, que passariam a se chamar Estados Unidos da América do Norte. O tratado foi cruel e impossível de ser honrado pelo altíssimo volume das indenizações. E por causa disso, a Segunda Guerra Mundial não demorou para começar, praticamente 20 anos.

SEGUNDA GUERRA

Há 63 anos, em 8 de maio de 1945, a Alemanha assinava novamente a rendição incondicional. Foi na mesma Versalhes, na mesma Floresta de Compiegne. E no mesmo vagão que está lá até hoje, histórico, e que serviu para outros acontecimentos menores.

Esse 8 de maio de 1945 aconteceu com uma injustiça divina. O presidente Roosevelt, que construiu a vitória junto com Churchill e Stalin, morreria poucos dias antes, em 23 de abril. No seu lugar, sentou o mediocríssimo vice, Truman, que representou então os Estados Unidos.

Na Primeira Guerra Mundial os EUA não participaram de coisa alguma, a não ser mandarem 15 mil homens. E em 1917, a pedido de Clemenceau (primeiro-ministro da França), enviaram indispensável suprimento de petróleo. Na Segunda Guerra a participação dos EUA foi total, a partir do 7 de dezembro de 1941, quando foram atacados pelo Japão. De "isolacionistas", os americanos passaram a grandes participantes.

O PRINCÍPIO DO FIM

A derrota da Alemanha, Japão e Itália se inscreve na mais heróica de todas as batalhas, a de Stalingrado. Durante meses e meses, se lutava de casa em casa, com o fim do chamado invencível Exército de Hitler. E a vitória se consumaria com a abertura do que se chamou de "Segunda Frente", a contribuição inesquecível dos EUA. Aparentemente comandada pelo mediocríssimo Eisenhower, mas na verdade dirigida minuto a minuto pela competência do general Marshall. Que ganhou a guerra e depois liquidaria a União Soviética com o plano que leva o seu nome.

Em Potsdan, Churchill e Roosevelt já haviam decidido que a União Soviética teria direito a um pedaço de Berlim, que mais tarde se chamaria de Berlim Oriental. Apesar disso, as três potências empreenderiam uma corrida avassaladora sobre Berlim, o grande preço da vitória.

Pela direita ia o marechal Jukov (soviético), pelo centro o marechal Montgomery (Inglaterra), pela esquerda, o general Patton (americano) e já reabilitado. Geograficamente a posição dos 3 era essa, embora ideologicamente fosse exatamente o contrário. De longe, sem direito a nada, o general De Latre de Tassigny (França), Churchill tinha desprezo por De Gaulle.

PS - Acabada a guerra selvagem, começava o que se chamou de "Guerra Fria". Fascinante, combate sem tiros, apenas com espiões, que geralmente serviam aos dois lados.

 
 

.
www.pitoresco.com/historia 
.