Giovanni Bellini nasceu em
Veneza por volta de 1430, numa família de pintores; seu pai, Jacopo, discípulo do
florentino Gentile da Fabriano, desempenhou importante papel como introdutor da estética
renascentista em Veneza. Seu irmão Gentile foi importante retratista e colaborou com ele
na decoração do palácio dos Doges e pintou o sultão Maomé II em Constantinopla.
As primeiras obras de
Bellini, realizadas com a técnica da têmpera, foram feitas no ateliê paterno. Por volta
de 1460 ele se mudou para Pádua, onde conheceu Andrea Mantegna, seu futuro cunhado, com
quem aprendeu a dominar o desenho, como se vê em "Oração do horto das
oliveiras", e a quem, por sua vez, ensinou o uso da luz da escola veneziana.
Por essa época Bellini era
um grande paisagista, qualidade que transmitiria aos discípulos. Em meados da década de
1470 pintou o famoso políptico de são Vicente Ferrer, na igreja dos santos João e
Paulo, de Veneza. Nesse período morreu-lhe o pai, cujo ateliê Giovanni passou a dirigir.
A chegada a Veneza do
siciliano Antonello da Messina, conhecedor da técnica do óleo, permitiu a Bellini
aprofundar-se nela e desenvolver um virtuosismo maior em relação ao emprego da têmpera,
como em sua "Transfiguração", do museu napolitano de Capodimonte.
No começo do século XVI,
a relação com discípulos como Ticiano o fez suavizar sua pintura, perdendo os traços
angulosos de Mantegna ("Madonna" da galeria Brera, em Milão). Bellini morreu em
1516, em sua cidade natal.