Notável por sua história cultural, a cidade italiana de
Bolonha é sede de uma das mais antigas universidades européias, famosa desde a Idade
Média por seus cursos de direito e sua biblioteca.
Bolonha, capital da
província homônima, situa-se na região de Emilia-Romagna, entre os rios Reno e Savena,
no sopé dos Apeninos. Acredita-se que tenha sido fundada pelos etruscos, com o nome de
Felsina, por volta de 510 a.C.
Tornou-se município romano
em 190 a.C., com o nome de Bononia. Submetida ao exarcado (território governado por um
exarco, delegado dos imperadores de Bizâncio) de Ravena no século VI, foi depois doada
ao papado.
Incorporada aos estados
pontifícios em 1506, sediou as seções nona e décima do Concílio de Trento. Durante as
guerras napoleônicas foi anexada à república Cispadana, mas em 1815 passou novamente ao
controle eclesiástico até que, em 1860, tornou-se parte do reino da Itália.
A zona central de Bolonha
foi erguida sobre a antiga urbe romana. Na atualidade, sete portões remanescentes do muro
medieval erguido no século XIII em torno da cidade contrastam com as modernas autopistas
da periferia.
Das muitas torres dos
séculos XII e XIII restam poucas, como a de Asinelli (91m) e a de Garisenda (46m). No
espaço aberto das praças Maggiore e Netuno e em suas imediações erguem-se o Palazzo
d'Accursio (século XIII), atual prefeitura; o Palazzo del Podestà (século XIII) e o de
Re Enzo.
Suas principais igrejas
são a catedral de São Petrônio, um dos maiores templos da cristandade, a de São
Francisco e a de São Domingos.
Bolonha constitui um dos
maiores entroncamentos rodoviário e ferroviário da Itália. Produz calçados, sedas,
cordas e produtos alimentícios, além de motores elétricos, equipamento ferroviário,
motocicletas e maquinaria agrícola.