O
nome artístico veio do fato de ele ter nascido em Correggio. Estudou pintura, primeiro
com seu tio, depois com Francesco Bianchi-Ferrari, em Modena. Seu trabalho sofreu também a
influência de Andrea Mantegna e Leonardo da Vinci.
Estabelecendo-se em Parma por volta de 1518,
Correggio pintou seu primeiro conjunto de afrescos no Convento de São Paulo, trabalho que
ficou conhecido como Diana retornando da caça. Esta obra se destacou por sua
concepção, em que medalhões de querubins foram espalhadas em pequenos painéis,
distribuídos por todo o salão da Abadia.
De 1520 a 1524, Correggio trabalhou no afresco
A Ascensão de Cristo, na cúpula da Igreja de São João Evangelista, em Parma,
usando de um inteligente jogo de luz e sombra, ressaltado pela luminosidade das cores, com
uma técnica ilusionista, criando a impressão de que a cena se estende além dos limites
físicos da abóboda.
Um efeito similar, mas bem mais complexo, pode ser observado
em Assunção da Virgem (1526-1530), na Catedral de Parma. Todavia, por volta de
1530, após a morte de sua mulher, o pintor regressou à cidade natal, sem finalizar o
trabalho.
A pintura de Correggio é caracterizada por
figuras nuas sensuais em cores tranquilas de um tom prateado, com extrema
habilidade no domínio das figuras e da perspectiva.
Atualmente, existem dele umas 40 telas, todas
representando temas religiosos e mitológicos. Entre as religiosas se encontram a Madona
e São Jerônimo (1527-circa) e Noite Santa (1530-circa). Os nus usados em cenas
mitológicas, como Júpiter e Antiope (1532), expressam êxtase semelhante ao das figuras
religiosas.
Os pintores da família Carracci, fundadores da escola bolonhesa no Século 16, assim
como Parmigianino, discípulo de Correggio,
incorporaram o estilo do mestre em seus trabalhos.