Duccio
di Buoninsegna foi precursor do estilo renascentista, havendo levado ao apogeu a arte
medieval italiana de tradição bizantina. Nasceu em Siena e nessa cidade fundou uma
escola de pintura.
Seus trabalhos, de caráter religioso se
destacam pela sensibilidade do desenho, a habilidade da composição, a qualidade
decorativa, similar à dos mosaicos, e por uma intensidade emocional maior que a do modelo
bizantino que adotada como gabarito.
Sua obra mais famosa, por sinal, a única que
assinou, é a Maestá, pintada entre 1308 e 1311. Trata-se de um grande retábulo,
pintado de ambos os lados. Parte desse trabalho ainda se encontra no museu da Catedral de
Siena.
A parte frontal do retábulo mostra a Virgem
entronizada e rodeada de anjos, santos e apóstolos. No verso (que foi destacado do
conjunto em 1795) existem 26 cenas do ministério e da Paixão. Já se percebe, em algumas
dessas cenas, um tratamento novo, com insinuação de perspectiva.
Destacadas do retábulo, essas cenas foram
retalhadas e se acham distribuídas por vários museus.
Outra peça fundamental de Duccio de
Buoninsegna é a Madonna Rucellai, encomendada em 1285. Trata-se também de um
retábulo, que mostra a Virgem sentada no trono com o menino Jesus, tendo fundo de outro e
rodeada de anjos ajoelhados. Esta obra foi pintada para a Igreja de Santa Maria Nova, de
Florença, achando-se atualmente na Galeria dos Uffizi.
Entre todas as obras que lhe são atribuídas,
destacam-se ainda alguns pequenos painéis e polípticos da Virgem.