Com sua obra, fra Filippo Lippi, um dos mestres da escola
florentina, transpôs para a vida cotidiana de seu tempo os ideais do humanismo
renascentista.
Filippo Lippi nasceu na cidade italiana de
Florença, por volta de 1406. Aos 15 anos, fez seus votos como carmelita em Santa Maria
del Carmine, onde trabalhou o pintor Masaccio, que exerceu forte influência sobre seu
estilo.
Em 1432, deixou o convento e, após um breve
período de viagens, em 1437 estava de volta a Florença, sob a proteção da família
Medici.
Nesse ano pintou "A Virgem com o Menino,
entre são Frediano e santo Agostinho", em que o tratamento plástico das figuras,
inspirado em Masaccio, é realçado por um colorido quente próximo dos tons límpidos de
fra Angelico. Seu esforço de síntese das diversas tendências da época ficou patente no
célebre painel "A coroação da Virgem", marco na pintura florentina pela
notável composição e pela unidade temática conferida às diferentes peças.
Em 1442, foi nomeado pároco da igreja de São
Quirico, em Legnaia, e sua vida se tornou cada vez mais agitada.
Suas aventuras culminaram em 1456, quando
raptou do convento de Santa Margarita de Prato a jovem noviça Lucrezia Buti. A pedido de
Cosme de Medici, o papa Pio II desobrigou o casal de seus votos. Do casamento, nasceu Filippino Lippi,
que também se tornaria um célebre pintor.
As obras da última fase de Filippo Lippi, que
foi professor de Botticelli, se caracterizam por um crescente realismo narrativo, de que
são exemplos os afrescos da catedral de Prato.
Em 1467, Lippi se transferiu para Spoleto a
fim de decorar o coro da catedral com cenas da vida da Virgem, trabalho interrompido por
sua morte, na mesma cidade, em 10 de outubro de 1469.