Principal centro cultural e financeiro do sul da Itália, a
cidade de Nápoles apresenta muitas belezas naturais e monumentos ligados a seu rico
passado histórico. A mais notável atração turística da cidade é o Vesúvio, vulcão
em cujo sopé se encontram as ruínas de Pompéia e Herculano.
Nápoles, capital da
província de mesmo nome e da região da Campania, situa-se na costa oeste da península
italiana, cerca de 190km ao sul de Roma.
O Vesúvio e as colinas de
Posillipo se elevam a oeste da cidade, à margem esquerda da baía de Nápoles, no mar
Tirreno, diante das ilhas de Ischia, a oeste, e Capri, a leste, famosas por sua beleza.
Grandes avenidas, como a
Spaccanapoli, a do Duomo e a Tribunali, algumas delas já traçadas à época do Império
Romano, dividem Nápoles em bairros de rica arquitetura, representativa da história da
cidade, com palácios, igrejas e jardins. A avenida Caracciolo acompanha a orla da baía
de Nápoles.
Provavelmente fundada pelos
gregos por volta do ano 600 a.C., a antiga Neapolis ("nova cidade") foi
conquistada pelos romanos em 326 a.C. Ganhou templos, aquedutos, termas, hipódromos e
circos, e converteu-se numa das mais agradáveis cidades da Itália, favorita dos romanos
das classes altas.
Desde Marco Túlio Cícero e
Virgílio -- que ali escreveu Geórgicas -- até o imperador Nero, que escolheu um teatro
de Nápoles para sua estréia como cantor, muitos personagens ilustres do Império Romano
construíram residências nos arredores da cidade, atraídos pelo estilo helênico de vida
local.
No ano 536 da era cristã,
os bárbaros invadiram Nápoles. Em 552, a cidade submeteu-se ao domínio de Bizâncio e
lentamente retomou sua prosperidade até tornar-se, no século VII, um ducado bizantino.
Acossada por lombardos, piratas sarracenos e normandos, acabou por render-se aos últimos,
que incorporaram-na ao reino da Sicília em 1139.
Em 1266, Nápoles acolheu o
rei Carlos I de Anjou, cujo governo fez com que retomasse o caminho da prosperidade. A
cidade cresceu e tornou-se famosa pela quantidade e a beleza dos palácios e igrejas que
se erigiram nessa época.
Em conseqüência das lutas
dinásticas que se seguiram, Nápoles submeteu-se ao domínio dos Habsburgos da Espanha e
foi governada por seus vice-reis de 1503 a 1704. Apesar do progresso, houve levantes, como
o de Tomaso Aniello (Masaniello), em 1647. Em 1734, foi elevada à condição de capital
do reino da Sicília.
Carlos de Bourbon, mais
tarde Carlos III da Espanha, impulsionou a vida cultural e contribuiu para embelezar a
cidade, mas seu filho Fernando foi destronado em 1799 pelo exército napoleônico, que
instaurou a República Partenopéia.
Em 1806, Napoleão coroou
seu irmão José rei de Nápoles. Em 1815, Fernando recuperou o trono do reino então
chamado das Duas Sicílias, com capital em Nápoles.
Os napolitanos participaram
das lutas pela unificação da Itália e, em 1860, Nápoles tornou-se parte da nação
italiana. Os séculos XIX e XX trouxeram à cidade a industrialização. Terceira cidade
em importância da Itália, depois de Roma e Milão, Nápoles tornou-se o maior centro
industrial e comercial do sul da Itália.
Às antigas fábricas de
porcelana da época dos Bourbons, somou-se um moderno parque industrial voltado para a
fabricação de material ferroviário, naval e aeronáutico, além de tecidos, alimentos e
produtos siderúrgicos. As unidades industriais se concentram no leste da cidade, e sua
produção é escoada para Roma e para o sul do país por meio de ferrovias e rodovias.
A cidade é um dos grandes
portos italianos e do Mediterrâneo e seu aeroporto internacional de Capodichino a liga
às principais cidades italianas e européias.
O turismo, fonte permanente
de divisas, se apóia nos diversos pontos de interesse da cidade e de seus arredores.
Além do Vesúvio, há o Museu Nacional, com famosas esculturas greco-romanas; o bairro
antigo (Spaccanapoli), com monumentos, prédios e ruas estreitas; o bairro de Santa
Lúcia; o Castel Nuovo; o convento de San Martino e a igreja de Santa Chiara.
A oeste do Castel Nuovo,
mandado construir por Carlos I de Nápoles no século XIII e reconstruído por Afonso V de
Aragão no XVI, localiza-se o Palácio Real, onde estão a Biblioteca Nacional e a
coleção Farnese de pintura e escultura. O palácio foi erguido no século XVIII para os
vice-reis espanhóis, e a biblioteca contém papiros antigos de valor inestimável.