A obra do pintor Piero della Francesca, representante do
Quattrocento italiano, permaneceu no esquecimento até que em princípios do século XX
foi considerada pelos estudiosos uma importante expressão da arte renascentista italiana.
Piero Franceschi, que depois adotou o nome de
Piero della Francesca, nasceu em Borgo San Sepolcro, Itália, entre 1410 e 1420.
Em 1439 viveu em Florença, onde foi aluno de
Domenico Veneziano. Em 1442 tornou-se conselheiro municipal de Borgo San Sepulcro, onde
executou seu primeiro trabalho, para a confraria da Misericórdia.
Após entrar em contato com a corte do duque
de Urbino, iniciou, em 1452, os afrescos da igreja de San Francisco, em Arezzo, nos quais
trabalhou durante sete anos. Nessa obra monumental, conhecida como "A lenda da cruz
verdadeira", a arte do autor já se revela em sua plenitude e maturidade.
Em 1459, Piero esteve em Roma a serviço do
papa Pio II. Viveu, depois, entre Arezzo e Urbino, até que retornou, já velho e cego, à
cidade natal.
Embora represente o Quattrocento italiano,
Piero della Francesca contradiz alguns de seus aspectos por não adotar os elementos
medievais encontrados em Paolo Ucello, nem o realismo dramático de Masaccio.
O pintor destacou-se também como teórico da
arte. Além de revolucionar quanto aos princípios estéticos, realizou investigações
técnicas sobre questões pictóricas, geométricas e arquitetônicas. Dos tratados que
escreveu, conservam-se apenas dois, sobre perspectiva e geometria.
Suas obras pictóricas incluem
"Anunciação", "Ressurreição", "São Jerônimo",
"Madona do Parto" e "Natividade".
Piero della Francesca morreu em Borgo San
Sepolcro em 12 de outubro de 1492.