A cidade de Roma
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Dados Gerais

ROMA, cap. da Itália, às margens do rio Tibre; 2.693.383 hab. Residência papal e cidade notável pela abundância e magnificência de seus monumentos e por suas obras-primas artísticas.

     É um dos grandes centros mundiais de peregrinação e de turismo. A cidade, cuja população tem mais que decuplicado desde que se tornou capital da Itália (1870), hoje é um centro político intelectual e artístico, com algumas indústrias. Sede dos Jogos Olímpicos em 1960.

História

     Roma nasceu da fusão de um grupo de aldeias latinas e sabinas existentes em algumas das suas colinas.

     Os etruscos (séc. VII-VI a.C.) contribuíram amplamente para transformá-la em cidade, graças ao emprego de sua técnica. Roma tornou-se em pouco tempo a capital de um império imenso; no tempo dos imperadores, contou com um milhão de habitantes e cobria-se de monumentos magníficos.

      O aparecimento dos bárbaros levou a cidade a organizar a própria defesa (séc. III), o que não a impediu de ser saqueada mais de uma vez (séc. V).

     A escolha de Constantinopla como capital oriental e o fim do Império do Ocidente precipitaram a decadência de Roma, reduzida ao nível de capital religiosa e despovoada.

     Os papas da Renascença restituíram-lhe parte do seu esplendor, mas foi só a partir de 1870 (quando se tornou capital do Reino de Itália) que a cidade teve um surto demográfico e econômico digno de capital da Itália moderna. Beneficiou-se também com o prestígio renovado do papado.

Belas-Artes

     Roma conserva inúmeros monumentos. Entre os que datam da Antiguidade, citemos: o Panteão, o Coliseu, a basílica de Constantino, os templos de Marte, de Vesta e da Fortuna. As ruínas do Foro são as mais imponentes, assim como as que subsistem no monte Palatino.

     As termas mais importantes são as de Caracala; os arcos de triunfo mais famosos são os de Augusto, Tito e Trajano. Citem-se ainda a estátua de Marco Aurélio na praça do Capitólio, os túmulos da Via Appia, as Catacumbas de São Calisto e de Pretextato.

     As principais construções da Roma cristã são as igrejas de São João de Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo fora dos Muros, assim como as romano-bizantinas de Santa Pudenziana, Santa Prassede e Santa Maria Antiga.

     O estilo gótico deixou poucos testemunhos em Roma, mas a Renascença e a arte barroca tiveram nela um surto deslumbrante: a basílica de São Pedro, as igrejas barrocas de Jesus e de São Carlos das Quatro Fontes, os palácios Veneza, Barberini, Chigi, do Capitólio, Farnese, Quirinal. As fontes, muito numerosas, fazem parte dos atrativos de Roma (fonte de Trevi).

     O séc. XIX quase nada produziu em Roma que fosse comparável à magnificência dos monumentos antigos, mas a estação central (Stazione Termini, 1952) é considerada uma das obras-primas da arquitetura moderna.

Fonte: Enciclopédia Koogan-Houaiss.

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