Em 1712, foi à
Inglaterra com seu sobrinho Marco Ricci onde permaneceu por quatro anos, de onde saiu,
desgostoso, por não ter conseguido a encomenda para decorar o teto do St Paul's and
Hampton Court Palace.
Retornando a Veneza, passou por Paris, onde
visitou Watteau, de quem copiou alguns desenhos.
Essa vida de judeu errante foi conseqüência
não só da demanda por seu talento, mas também pela atração irresistível a amores
proibidos que, freqüentemente, o obrigavam a fazer as malas e buscar abrigo em lugar mais
seguro.
Isso explica o fato de sua obra apresentar uma
irregularidade incomum, denotando por vezes falta de maior apuro, o que era compensado
pela espontaneidade, traduzida em cores frescas e vívidas. Por outro lado, essa vida
itinerante serviu para espalhar pelo mundo das artes os fundamentos da escola veneziana e
da pintura decorativa.
Nada de sua pintura decorativa feita na
Inglaterra sobreviveu ao tempo, exceto a Ressurreição, no pórtico da capela do
Hospital de Chelsea e mais umas poucas telas, bastante danificadas, da Casa Burlington,
hoje a Real Academia da Inglaterra.