A herança florentina e a influência dos mestres com os quais
teria estudado (Piero della Francesca, Pollaiuolo e Verrochio)
explicam a qualidade essencialmente escultórica da pintura de Signorelli, que cultivou
mais o desenho que a cor.
Sua fidelidade à anatomia, nas
representações do corpo humano, situam-no, por sua vez, como um predecessor de
Michelangelo.
Luca d'Egidio di Ventura de' Signorelli nasceu
em Cortona, na então República de Florença, entre 1445 e 1450. Sua primeira obra
assinada, uma bandeira de procissão, com uma Madona de um lado e uma Flagelação do
outro, data de cerca de 1475.
Em 1479 Signorelli foi eleito para o conselho
de Cortona, dando-se até o fim da vida à atividade política.
Por volta de 1483 esteve em Roma, onde o
afresco do "Testamento de Moisés", na capela Sistina, lhe é atribuído.
Em 1484 realizou para a catedral de Perugia o
retábulo de santo Onofre.
Entre 1497 e 1498 pintou um ciclo de afrescos
sobre a vida de são Bento no mosteiro de Monteoliveto Maggiore, perto de Siena.
Sua obra-prima são os afrescos criados entre
1499 e 1502 na capela de são Brício da catedral de Orvieto, com cenas do juízo final,
da ascensão dos justos para o céu, da queda dos condenados no inferno e da
ressurreição dos mortos. Momento capital da arte do Quattrocento, esses afrescos, que
influenciaram Michelangelo, impõem-se pelas posturas dos nus, pintados de modo a dar
realce à musculatura.
Luca Signorelli, ajudado por discípulos em
suas últimas obras, morreu em Cortona em 16 de outubro de 1523.