Giovanni Antonio Bazzi (il Sodoma) foi desenhista e pintor
italiano, cuja obra se classifica no periodo da Alta Renascença, avançando um pouco pelo
Maneirismo.
Praticou um desenho exuberante como Signorelli
e Rafael, bem como utilizou também a técnica do sfumato como Leonardo da Vinci,
desenvolvendo trabalhos religiosos e mitológicos com graça, delicadeza, beleza e
suavidade. Seu mais importante projeto foi a série de 31 afrescos no Mosteiro de Monte
Oliveto Maggiore (1508).
Boêmio por opção, sua vida era o inverso
dos costumes estabelecidos para a classe média de sua época, o que lhe valeu o apelido
de Sodoma, pelo qual acabou ficando conhecido. Avesso a normas e formalidades, em uma
declaração de bens alistou como suas posses um macaco, um corvo, uma coruja e três
mulheres.
Filho de sapateiro, Sodoma dominou a pintura
sienesa e obteve sucesso em sua região. Por volta de 1497, viajou a Milão, tomando
contato com a arte de Leonardo Da Vinci e, então, incorpou à sua técnica alguns
elementos criados pelo grande pintor, entre eles o efeito de desvanecimento (sfumatto).
Retornando, Sodoma viveu em Siena por mais
oito anos. Em 1508 foi a Roma, onde aplicou afrescos no teto do Vaticano. Em 1509 já
havia se transformado em pintor oficial dentro da República Sianesa.
Com sua fama correndo a Itália, aceitou
encomendas que o levaram a deslocar-se para outras regiões mas, depois de vários anos,
por volta de 1545, voltou a se estabelecer em Siena, para de lá não mais sair.
(Traduzido e adaptado)