Angelo Agostini
1843-1910

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ÂNGELO, O PAI
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AGOSTINI, Angelo (1843-1910). Nascido em Vercelli (Itália) e falecido no Rio de Janeiro.

     Chegou ao Brasil em 1859, fixando-se em São Paulo, onde em 1864 deu início à sua carreira de caricaturista, publicando seus primeiros trabalhos em O Diabo Coxo. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, nessa cidade desenvolveria intensa atividade em prol da Abolição, colaborando em periódicos como Vida Fluminense, O Mosquíto e Revista Ilustrada com caricaturas e artigos.

     Foi na Revista Ilustrada que em 1884 começou a publicar, em capítulos, As Aventuras de Zé Caipora, consideradas, por Herman Lima, a primeira estória-em-quadrinhos brasileira. As Aventuras de Zé Caipora tiveram continuidade nas páginas de D. Quixote (1901) e de O Malho (1904).

     Como pintor, Angelo Agostini teve atuação mais discreta. Cultivou a paisagem e o retrato, chegando a merecer encômios de Gonzaga Duque;

     Todavia, não era a pintura o seu meio expressivo. Esse, ele o teve na caricatura, e certamente também na crítica de artes plásticas, que exerceu com conhecimento, fazendo uso de uma linguagem extremamente ferina e bem-humorada.
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ANGELINA, A FILHA
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AGOSTINI, Angelina (1888-1973). Nascida e falecida no Rio de Janeiro.

     Era filha de Angelo Agostini, destacando-se como pintora de nus e de retratos.

     Estudou na Escola Nacional de Belas Artes, onde ingressou em 1906, tendo sido aluna de Zeferino da Costa e Henrique Bernardelli, sendo que esse último marcou-a de modo especial.

     Contemplada com prêmio de viagem à Europa na Exposição Geral de Belas Artes de 1913, com o óleo Vaidade, embarcou no ano seguinte, demorando-se alguns anos principalmente em Londres.

     Em 1921 expôs no Salon des Artistes Français seu Coin d'atelier; de 1924 a 1928 expôs no Salon da Societé Nationale des Beaux Arts. Em 1953 ainda participava do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, tendo-lhe sido concedida naquele ano a medalha de ouro.

     Angelina Agostini foi artista de méritos, desenhista correta e colorista mais sóbria, mas suas composições infelizmente se ressentem de certo convencionalismo.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"

     Em que pese as suas pequenas qualidades de pintor, que o foi medíocre, muito concorreu para a nossa movimentação artística, como habilíssimo caricaturista, tendo dirigido, por muitos anos, vários jornais ilustrados, dentre os quais A Revista Ilustrada e o Don Quixote.
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Abolição da escravatura
no Amazonas (Alegoria)

(Ângelo Agostini)

 

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