Já em 1840, participou
da I Exposição Geral de Belas-Artes, com o quadro Morte de Camões, bem como com
retratos lhe mereceram uma indicação para condecoração.
Cercado de prestígio,
desfrutando da proteção do Imperador Pedro II, fez carreira notável como retratista e,
menos, como pintor de história, expondo ainda seus quadros em 1841, 1843 ("três
retratos finamente modelados, e coloridos com sentimento", no dizer de Gonzaga
Duque).
Em 1845 inscreveu A
Filha de Jefté, "cuja expressão era cheia de calma e resignação, o colorido
brilhante, o desenho correto", como escreveu Porto-alegre na Minerva brasiliense. Voltou
a participar em 1846.
Transferindo-se mais
tarde para São Paulo, dessa cidade remeteu, à Exposição de 1860, Costumes no
Interior de São Paulo, e ainda uma Paisagem.
No próprio ano do seu
falecimento, admitira como seu ajudante um menino de onze anos que outro não era senão o
futuro grande pintor de naturezas-mortas Pedro Alexandrino.
Artista convencional, Barandier produziu retratos
de boa fatura, caracterizados por sólido desenho e boa cor, mas menos felizes no que
respeita à interpretação psicológica.