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[Tomás Driendl] nasceu em 1846, em Munique, Baviera, foi aluno da Academia de Belas Artes de sua terra natal e discípulo do notável artista Detz.MUNIQUE (em alem. MÜNCHEN), cid. da Alemanha, cap. da Baviera, às margens do rio Isar; 1.297.000 hab. Arcebispado. Catedral (séc. XVI). Palácio da Residência (fim do séc. XVI-séc. XIX). Palácio arquiepiscopal (séc. XVIII). Metrópole cultural (universidade, rico museu [Pinacoteca], centro de pesquisas nucleares), comercial e industrial (cervejarias, tipografias, produtos químicos, equipamentos mecânicos). Fundada em 1158, Munique tornou-se em 1255 a residência dos Wittelsbach, duques e, mais tarde, príncipes da Baviera. Sede dos Jogos Olímpicos em 1972. Chegou ao Rio em 1879 e aqui residiu, tendo feito algumas digressões pelo interior dos Estados do Sul. Apresentou-se-nos, pela primeira vez, na exposição geral realizada em 1882, no Liceu de Artes e Ofícios. Entre os trabalhos que exibiu, mereceu especial destaque Uma cena de família da Baviera, considerada verdadeira obra-prima. Desde logo, firmou reputação de artista notável. Na exposição de 1884, apresentou o Retrato a óleo do conselheiro Ferreira Viana, outro trabalho de grande e indiscutível valor. "Não há um só amador, não há um só artista, que não seja justo para com a obra, que tem a rara virtude de agradar a todos, absolutamente a todos que entendem de arte. " Da sua produção, destaca-se também a decoração que, com o auxílio de seu patrício Grimm, executou no Liceu Literário Português, desta cidade: "O Liceu Literário Português possui no seu salão de honra um dos mais importantes trabalhos de decoração que nesta Corte temos visto. De duas partes se pode tratar, falando na pintura do forro do salão a que aludimos. Uma delas é a de ornato e a outra, de figuras. "O centro é ocupado por um grupo bem idealizado, bem desenhado mesmo, mas não muito agradavelmente colorido. O que, porém, é realmente belo aí, é toda a ornamentação, em estilo moderno, leve, de apuradíssimo gosto. A combinação dos debuxos [esboços], o arranjamento do ensamble [junção das diversas pinturas] são o que, de verdadeiramente belo, se pode desejar. "Quanto à execução, parece difícil que alguém, nesta Corte, pudesse excede-la. Os dois ilustres artistas a quem foi confiado este trabalho, Srs. Tomás Driendl e Jorge Grimm, de Munique, são dotados de real talento, educados na rigorosa execução da verdadeira arte, e vão confirmando o belíssimo conceito que deles se faz, desde o seu aparecimento entre nós." Driendl foi muito sóbrio no produzir. O que, porém, lhe saiu do pincel, tem o cunho de real superioridade. A seu respeito, escreveu um dos nossos críticos de arte, o Sr. Carlos Américo: "Atualmente, vivem no Rio os seguintes artistas estrangeiros: primeiro, e proeminente entre todos, Tomás Driendl, bávaro, que, por sua residência no Brasil, pode ser considerado artista nacional. Driendl seria considerado um grande artista em qualquer país da Europa; é um pintor de figuras e retratos de primeira ordem. "É um destes
adivinhadores de almas, evocateur d'âmes, assim chamado pelo grande crítico
francês Theré Burger, e pode ser filiado à escola de Watts e Leubach. Falecido nesta
cidade [Rio de Janeiro] em fevereiro de 1916. |