Levino Fânzeres
1884-1956

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Paisagem

Extraído do livro de Laudelino Freire
1816-1916 - Brasil-100 Anos de Pintura

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Nasceu em 1884 em Cachoeiro do Itapemirim e faleceu no Rio de Janeiro em 1956. Em 1910, matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes e dois anos depois, expondo pela segunda vez no Salão, ganhou o prêmio de viagem, permanecendo quatro anos em Paris.

     Na Escola, foi aluno do mestre da paisagem, João Batista da Costa, de cujo estilo sofreu profunda influência.

     Sua importância como mestre esteve na criação de uma escola livre de pintura, que denominou Colméia de Pintores do Brasil, e que funcionava, uma vez por semana, na Quinta da Boa Vista. Entre seus alunos, pode-se mencionar Sérgio Telles e Garcia Bento.

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FÂNZERES, Levino
(1884-1956). Nascido em Cachoeiro do Itapemirim (ES) e falecido no Rio de Janeiro (RJ). Após ter estudado no Liceu de Artes e Ofícios com Artur Machado e Evêncio Nunes, ingressou em 1910 na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi discípulo de Zeferino da Costa e Batista da Costa, tendo esse último exercido considerável influência sobre a sua maneira pictórica. Nas Exposições Gerais de Belas Artes fez rápida carreira pois, expondo pela primeira vez em 1911, já no ano seguinte conquistava o prêmio de viagem à Europa, com o qual residiu quatro anos em Paris, estudando com Cormon e retornando em 1916 para logo em seguida expor, no Rio de Janeiro, os frutos de sua permanência fora do país.

     No mesmo ano de 1916 criou a Colméia dos Pintores do Brasil, que funcionava na Quinta da Boa Vista como ateliê livre destinado ao ensino da paisagem e da pintura de ar livre; ali coube-lhe orientar os primeiros passos do grande marinhista Garcia Bento, entre outros.

     Fânzeres foi paisagista um pouco à maneira de Batista da Costa, se bem que possuísse um sentimento mais vívido da cor e da textura. Como os impressionistas, chegou a dar, de um mesmo sítio natural, diferentes versões, conforme a variação atmosférica no momento da execução: manhã, tarde, cair da noite. Sob tal aspecto, afastou-se da execução minuciosa e realista do antigo mestre, embora lhe faltassem os dons de paisagista que naquele abundavam.

     Na verdade, Levino Fânzeres foi artista discreto, e quando Angyone Costa, na introdução de seu livro A inquietação das abelhas, alude às suas "oleografias de molduras suntuosas", está, em poucas palavras, fazendo a definição mais exata de toda a sua numerosíssima produção.

Fonte: CD-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»

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    Levino Fânzeres foi casado com Dona Izolina Machado Fânzeres, que era escultora e pintora, tendo sido aluna de Elizeu D'Angelo Visconti. Quem nos revela é sua neta Evani Fânzeres (veja rodapé), que pesquisou o assunto na "Enciclopédia Geral de Artistas" (Künstler Allgemeine Lexikon) publicada na Alemanha pela editora "Saur Verlag". Por ter morrido cedo, sua obra é pequena e não há registros conhecidos no Brasil, seja da artista, seja do trabalho que realizou.

     Assinalamos o fato de que uma boa parte da memória histórica da arte brasileira se perdeu por falta de catalogação e registros biográficos. Muito do que temos para pesquisa se acha nas atas da Escola Nacional de Belas-Artes ou no Museu Nacional de Belas-Artes, ou nas anotações de uns poucos escritores que se dedicaram ao assunto, como Laudelino Freire.


A neta seguiu a carreira do avô

     Evani Fânzeres, neta de Levino, nasceu no Rio de Janeiro em 1940. Fez seus estudos na mesma cidade, cursando sucessivamente o Instituto de Belas Artes e as aulas de Aluísio Carvão e de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, entre 1959 e 1961.

     Com bolsa de estudo do Governo da Alemanha seguiu para esse país em 1962, demorando-se até 1965 na Europa, aperfeiçoando-se em Düsseldorf, na Staatlische Kunstakademie, e em Londres, na Central School of Arts and Crafts.

     Durante a permanência européia realizou individuais em Londres, Düsseldorf, Essen e Bonn. Sua pintura, após uma fase inicial figurativa, enveredou pelo abstraconismo geométrico.

Fonte: CD-Rom «500 Anos da Pintura Brasileira»


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