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Duque de Caxias - 80 x 65 cm
Óleo sobre tela
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Nascido no Rio de Janeiro (RJ) e falecido em Roma (Itália).
Aluno da Academia Imperial de
Belas-Artes, disputou em 1852 o prêmio de viagem no sétimo concurso de premiação,
vencido por Vítor Meireles.
Participando com freqüência das Exposições Gerais de Belas-Artes, nelas obteve a
menção honrosa em 1860 e medalha de ouro em 1866.
No ano seguinte, tornou-se retratista do Conde d'Eu e abriu seu ateliê à Rua dos
Ourives, nº 187 sobrado.
Cavaleiro da Ordem de Cristo em 1871, pouco mais ou menos, mudou-se para Petrópolis em
1882, ali instalando seu novo ateliê.
Rocha Fragoso praticou a pintura histórica mas preferentemente o retratismo, gênero no
qual se distinguiu sobremaneira e de que são exemplos os retratos de Caxias e do Marquês
do Herval, no Museu Imperial de Petrópolis, e o do escultor Pádua de Castro, com o qual
aliás obteve, em 1866, a medalha de ouro (Igreja de São Francisco de Paula, Rio de
Janeiro).
Para o fim da vida a qualidade de sua pintura parece ter decaído verticalmente, a ponto
de a seu respeito afirmar Gonzaga Duque, em 1888:
«O primeiro (Rocha Fragoso), que produzia retratos, senão perfeitos pelo menos fiéis,
como o do Conde de Bonfim, e o de Francisco de Pádua, foi decrescendo paulatinamente, e
hoje tem chegado a produzir verdadeiros monstros.»
Faltou em verdade a Rocha Fragoso profundidade psicológica e maior liberdade de
execução, suas figuras saindo-lhe duras e empertigadas, mais manequins ou bonecos do que
pessoas de carne e osso.
Salvam-se algumas poucas obras menos convencionais, mais tocadas pela emoção, como por
exemplo o austero Retrato da Vovozinha do Secretário, Dona Mariana Rosa
de Jesus Caldas, executado em 1865 e também conservado no Museu Imperial.
Fonte: CD-Rom "500 Anos da Pintura
Brasileira"
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