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O viandante Nascido em Lyon (França) e falecido em Fontainebleau (França). Destinando-se ao sacerdócio, cedo optou pela pintura, que estudou em sua cidade natal, com Revoil. Transferindo-se para Paris, estreou no Salon de 1824, com lntérieur d'une cour d'auberge. Espírito aventureiro, embarcou em seguida na corveta La Bayadère, visitando em 1827-28 o Egito e a Síria. Foi depois à Lapônia, e na volta radicou-se novamente em Paris, onde desenvolveu bem sucedida carreira como retratista. Partindo para o Brasil, chegou ao Rio de Janeiro em maio de 1858, e em novembro de 1859 regressava à Europa, depois de ter visitado, além da capital e de suas cercanias, o Espírito Santo, atingindo ainda o Pará e o Amazonas pelo litoral. Dois anos no BrasilEm 1862 reunia em livro, sob o título Deux annés au Brésil, as narrativas que desde havia algum tempo vinha publicando em capítulos no periódico La Tour du Monde. Desse livro, escreveu Gonzaga Duque:
Mordaz e irreverente Com efeito, de espírito mordaz e irreverente, deram-lhe, por causa disso, o epíteto de "o Paul de Koch da Pintura", numa alusão popular ao novelista francês que escreveu grande número de livros sobre a vida parisiense de meados do Oitocentos, numa linguagem crua, se bem que pitoresca.Muito embora deste pintor sejam ainda hoje procuradas, pela carga de exotismo e pela curiosidade que despertam, Biard não passou à História como um grande artista, mas como o marido da "Belle Biard", a célebre e lindíssima Leonie d'Aunet, amante de Vitor Hugo (que lhe dedicou vários poemas) e pivô de escandaloso caso que quase leva o poeta à prisão.
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