Grandjean de Montigny
1776-1850
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O Solar de Grandjean de Montigni, no estilo neoclássico,
foi construído entre 1819 e 1928, servindo de residência
ao arquiteto, sendo hoje o Centro Cultural da PUC-RJ.
Fonte: IPHAN-RJ


O arquiteto Grandjean de Montigny fez uma série de projetos para o Rio desde o momento em que chegou aqui, em 1816, junto com a Missão Francesa. Mas foi no solar que leva seu nome — e que hoje está instalado nas dependências da PUC, na Gávea — que a simplicidade de seu estilo neoclássico fica mais evidente. Não se sabe ao certo quando o palacete foi erguido, porque todas as plantas foram perdidas. Mas é certo que foi lá que Grandjean viveu durante todo o tempo em que esteve na cidade, e também onde morreu, em 1850.
(Daniela Name, O Globo, 22.05.2004)

O líder da Missão Francesa

      A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, teve ampla repercussão nas mudanças por que passou o Brasil no século XIX.

    As artes também passaram por uma renovação quando, seis anos depois, chegou a missão artística francesa liderada pelo francês Grandjean de Montigny, arquiteto de renome na Europa.

     Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny nasceu em Paris em 15 de julho de 1776. Arquiteto de grande mérito, recebeu o Prêmio Roma em 1799 e ganhou maior fama depois de reformar a Villa Medici, em Roma, em 1803, e construir o palácio Bellevue, em Kassel, Vestfália.

Professor de arquitetura

     Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1816, como líder do grupo de pintores, escultores e arquitetos franceses chamados por D. João VI para colaborar no desenvolvimento das artes no Brasil.

     Logo que chegou, recebeu o título de professor de arquitetura, o primeiro oficialmente concedido no país.

     Foi incumbido de projetar o edifício da futura Academia Imperial de Belas-Artes e, mais tarde, responsabilizou-se pela elaboração de projetos oficiais e privados, que impregnou de sua concepção neoclássica, alterando por completo os conceitos arquitetônicos então vigentes.

Resistência às mudanças

     Uma resistência mal disfarçada insinuou-se entre alguns administradores afeiçoados aos métodos tradicionais, e mesmo os mestres-de-obra chegaram a mover intensa campanha contra o refinamento de Montigny e seus novos princípios de aeração e higiene, que exigiam a modificação radical das plantas de arquitetura usadas na época.

     Além dos trabalhos na missão artística, interrompidos em 1817, Montigny projetou e construiu residências particulares nas ruas do Passeio, Mariz e Barros, Haddock Lobo e Catumbi, no Rio de Janeiro.

A nova cidade do Rio

     Em 1821, projetou o edifício da praça do Comércio (depois prédio da Alfândega, Segundo Tribunal do Júri, Casa França-Brasil) e, mais tarde, executou notáveis obras públicas, como a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a primeira e a segunda praças do Comércio, o mercado da Candelária e a adaptação do Seminário São Joaquim para funcionamento do Colégio Pedro II.

     A influência do arquiteto permaneceu por muitas décadas e suas lições orientaram vários discípulos.

     Montigny morreu no Rio de Janeiro em 2 de março de 185O.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil
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Solar Granjean de Montigni iluminado - Foto Geraldo Gomes
Fonte: Arquitetura Brasil

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