O fotógrafo
Nascido em Portugal e
falecido no Rio de Janeiro. Pouco se sabe sobre sua vida anteriormente à fixação no Rio
de Janeiro, em 1854. Aparentemente emigrou jovem para o Brasil, radicando-se de inicio no
Nordeste, tendo aprendido técnica de fotografia com Frederick Walter no Ceará.
Depois viajou para os
Estados Unidos, aperfeiçoando-se em Nova Iorque com Gurney e Mathew Brady, que se
tornaria célebre como fotógrafo da Guerra da Secessão.
Após essa permanência
norte-americana retornou ao Brasil, circulando algum tempo pelo Nordeste até vir residir
afinal na Corte, onde jà em 1855 era Fotógrafo da Casa Imperial, e onde manteria até
inícios do Séc. XX um afamado estúdio de fotografia.
Insley Pacheco produzia
retratos pelo método da ambrotipia,
usando negativos de vidro.
O pintor
Interessando-se também
pela chamada foto-pintura, que consistia em mesclar numa só imagem recursos das duas
artes, é provável que para se aprimorar mais ainda como fotógrafo se decidisse a
estudar pintura, tornando-se sucessivamente aluno de François René Moreaux, Carlos Linde
e finalmente Arsênio Cintra da Silva, que em 1860 introduzira no país a nova técnica da
pintura a guache.
Tal como Arsênio,
tornou-se exímio guachista e aquarelista, exibindo por diversas vezes suas obras nas
Exposições Gerais de Belas Artes, obtendo medalha de prata na de 1864.
Após a República passou a
expor no Salão Nacional de Belas-Artes, o que fez até 1910, nele conquistando medalha de
prata em 1898 e medalha de ouro no ano seguinte. Do mesmo modo, foi um dos expositores do
Salão dos Aquarelistas de 1906.
Grande fotógrafo, Insley
Pacheco foi, como pintor, dotado de sensibilidade cromática e de toque. Suas pequenas
paisagens, a guache principalmente, revelam sentimento poético e se impõem à
consideração por sua inusual imponderabilidade.
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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