Nascido em Hof ou Duorce
(atual República Tcheca) e falecido em Berna (Suíça).
Estudou na Academia de
Belas Artes de Viena, em Veneza e Roma, radicando-se depois em Paris, de cujos Salons
participou entre 1836 e 1845.
Referendado pelo Duque de
Nemours, seu protetor, partiu para Lisboa em 1844, tornando-se Pintor da Côrte.
Em 1848 embarcou para o
Brasil e se fixou no Rio de Janeiro, onde manteve ateliê a partir de 1849, na Rua do
Conde, nº 10, e após 1850 e até 1853, na Rua dos Ourives, nº 13.
Nesse ano retornou à
Europa, visitando Londres e Madri e viajando, mais tarde, para a Índia. Em 1876 casou-se
em Berna, onde viria a falecer dois anos depois.
Durante sua permanência no
Rio de Janeiro Krumholz destacou-se como retratista, além de praticar também a pintura
de gênero.
Na Exposição Geral de
Belas Artes de 1849, em que estreou entre nós, seu envio valeu-lhe a Ordem Imperial da
Rosa, no grau de Cavaleiro; voltaria a expor nos anos seguintes.
Krumholz foi um dos mais
importantes retratistas em atividade no Rio de Janeiro em meados do Séc. XIX.
Do seu retrato de Manuel de
Araújo Porto-alegre, por exemplo, disse Gonzaga Duque que "é uma dessas obras que,
só de per si, dilatam e firmam uma reputação. Estilo de mestre, desenho que pode ser
taxado rigoroso ou irrepreensivel, colorido claro e exato, e expressão admirável pela
naturalidade, fazem desse retrato obra de inestimável valor".
Sua obra brasileira é
compreensivelmente exígua, achando-se no Museu Nacional de Belas-Artes, além do acima
citado retrato de Porto-alegre, ainda outros três, entre eles o da Condessa de
Iguaçu, e no Museu Imperial de Petrópolis, os retratos de Pedro II e
de Teresa Cristina, que lhe são atribuídos.
Artista romântico, senhor
de técnica limpida e segura, Krumholz era Cavaleiro da Ordem de Francisco José da
Áustria e da Real e Distinta Ordem de Carlos III da Espanha.